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	<title>Globonautas &#187; China | Globonautas</title>
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		<title>China com as nossas bikes (parte II)</title>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2014 19:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A China que é muçulmana. A China onde as estradas dos viajantes se cruzam como sempre se cruzaram desde há milénios na cidade de Kashgar. A China das montanhas e...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A China que é muçulmana. A China onde as estradas dos viajantes se cruzam como sempre se cruzaram desde há milénios na cidade de Kashgar. A China das montanhas e a China que são muitas&#8230; as imagens em movimento que captámos dos nossos dias na província de Xinjian, das nossas pedaladas pelas montanhas de Caracórum e da realidade às portas da Ásia Central.</p>
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		<title>China com as nossas bikes (parte I)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Apr 2014 08:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[TV Globonautas]]></category>
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		<description><![CDATA[Num país tão diverso quanto vasto, as nossas pedaladas levaram-nos a duas das suas províncias: Yunnan e Sichuan, contíguas mas com identidades tão distintas&#8230;Esta é a China idiossincrática das grandes...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Num país tão diverso quanto vasto, as nossas pedaladas levaram-nos a duas das suas províncias: Yunnan e Sichuan, contíguas mas com identidades tão distintas&#8230;Esta é a China idiossincrática das grandes cidades, das minorias étnicas, do passado, do Tibet, das montanhas colossais e da música inesperada que lá fomos encontrar, captada aqui nas nossas imagens em movimento.</p>
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		<title>Adeus China, adeus</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Nov 2013 12:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[Abriram-se mapas, mostraram-se fotos, contaram-se histórias, (...)  trocaram-se dicas e objectos necessários a uns e desnecessários a outros (...) e sobretudo improvisou-se uma família temporária, feita de gente com ideais e linguagem comuns.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2><b>A Caracórum</b></h2>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2090" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220139.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2090" alt="P1220139" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220139.jpg" width="800" height="494" /></a></p>
<p>Falar da Estrada de Caracórum é falar da estrada que liga a China ao Paquistão. É falar de 1300 quilómetros da que é considerada a estrada internacional  pavimentada mais alta do mundo &#8211; no passe de Khunjerahb a 4693 metros acima do nível do mar &#8211; embora esta distinção, como qualquer distinção deste tipo, seja questionável, neste caso porque aparentemente alcatrão é coisa que não abunda muito no lado paquistanês. É falar no desafio de engenharia  que envolveu a construção de uma via metida nas encostas verticais de três cordilheiras colossais – os Himalaias, o Hindukush e a Caracórum. É falar das mais de mil pessoas que padeceram entre 1959 a 1979 (entre trabalhadores paquistaneses e chineses) para que a estrada pudesse existir. É falar de como a China investe milhares de yuans para que a estrada continue a ser uma via de interligação entre os bens que têm para vender ao mundo, o gás natural e outros recursos naturais que precisam para saciar a sua sede de energia, e a presença que lhes é essencial marcar na região. Para nós, falar da Caracórum é tão simplesmente falar de uma estrada mítica e simbólica que nos embrenharia numa paisagem de cumes brancos, aldeias perdidas no tempo e acima de tudo – uma estrada ideal para percorrer sobre duas rodas.</p>
<p>Pedalar a Caracórum na sua totalidade fazia parte dos nossos esboços de iniciais de viagem. Mas o desenho final  traçou uma pintura um pouco diferente, condicionada por  factores  como o inverno que nos apanharia nos Himalaias, caso seguíssemos pelo Paquistão até ao norte da Indía, e o ter que recorrer de novo a transportes para ultrapassar alguma passagem menos segura pelo Paquistão. A opção de seguir pela Ásia Central era o traço lógico, pelo menos para ver se era desta que finalmente conseguíamos ultrapassar  as barreiras logistícas e assentar as rodas das nossas bikes na estrada, de uma vez por todas, até chegarmos a casa.</p>
<p>Estávamos em Kashgar, a cidade chinesa onde a Caracórum começa (ou termina) e com uns quantos dias suficientes no visto para seguir até à fronteira do Paquistão e regressar . Era uma forma incompleta de fazer este percurso mas concordámos sem grandes hesitações que era melhor fazer pouco do que não fazer nada, mesmo tendo que regressar pelo mesmo caminho.</p>
<h2><b>De bicicleta na Caracórum</b></h2>
<p>Depois de quatro dias em Kashgar seguimos nas nossas bikes rumo a sul, rumo ao Paquistão, o país para onde não iríamos.</p>
<p>Kashgar é uma espécie de oásis urbano no meio do deserto amarelo que o rodeia. Nos primeiros noventa quilómetros de  Kashgar, ao longo do rio Ghez e dos engenhosos sistemas de irrigação que o acompanham e que  são um linha de vida de onde brotam álamos que alinham a estrada e a estampam com a sombra das suas braças verticais, escondendo por detrás de si as outras árvores que carregam nas suas ramas as frutas doces e arómaticas pelas quais a região é conhecida e também os recintos íntimos, metidos entre os muros das casas cuja arquitectura nos fala da Ásia Central Uigur e não da China Han.</p>
<p>A estrada nestes primeiros quilómetros é quase plana, e as pernas ao pedalar esquecem-se de que estão a subir. Os companheiros de alcatrão são os muitos burros e as gentes que viajam nas suas carroças carregadas com hastes secas de milho, palha, fruta&#8230;o que sai da terra e lhes dá sustento. Um ou outro carro, que passa por nós como se o condutor se tivesse esquecido do pé no acelerador. Os incontáveis camiões &#8211; uns carregando terra de um lado para o outro, como se tornou visão comum na China, outros com bens mais materiais, rumo a algum destino onde serão vendidos nos muitos bazares que ligam, tal como os camelos e os mercadores da antiga rota da seda dos tempos doutrora.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2087" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/IMG_2052.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2087" alt="IMG_2052" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/IMG_2052.jpg" width="800" height="533" /></a></p>
<p>No final da primeira noite as montanhas já se avistavam entre a bruma arenosa que tingia o ar. No meio de umas protuberâncias rochosas que encontrámos para esconder a nossa tenda à beira do rio Ghez, montámos acampamento. Nessa noite, quando a própria noite era ainda pouco mais do que  escuridão insípida, ao borbulhar do rio veio juntar-se o som e a luz recortada de um trovoada intensa que se aproximou do acampamento. Depois de uma história que a minha avó me contou quando eu era ainda pequena, de um relâmpago que entrou pela casa adentro – que tenho pavor a trovoadas, sobretudo quando me vejo acampada no meio do nada sem que ao meu redor exista algo metálico que que possa retrair as intenções de um raio desabar nas nossas cabeças, que não seja a tenda ou as bicicletas.  Mas passou e no seu rasto amanheceu um dia claro e límpido revelando na distância as montanhas nevadas para onde nos levaria a nossa estrada, a G314, como a Caracórum é abreviada para caber nos marcos da estrada chinesas.</p>
<p>O vale do rio Ghez estreita e as suas cores como que apertadas na falta de espaço tornam-se num vermelho rosado que gritava em voz alta com o azul do céu, como que a fazer questão em delinear as diferenças e dizer que é feito de matéria diferente. E estreita, estreita, de tal maneira que a determinado ponto a estrada mais não é do que uma varanda esculpida nas faces da montanha rochosa, à qual olhando para cima não se vislumbra  o fim e para baixo, o precipício do rio que segue cinzento dos detritos que nele são depositados pelas muitas explorações mineiras.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2091" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220440.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2091" alt="P1220440" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220440.jpg" width="800" height="564" /></a></p>
<p>Depois da subida longa,  sempre metidos no intervalo apertado das montanhas, os braços do vale abrem e já nas altitudes por cima dos três mil metros o espaço volta a ter espaço e junto com os céus, une-se a um lago artificial rodeado por dunas de areia enrugadas pelos sopros do vento onde acampamos mais uma noite. A estrada, sempre ondulante, seguiu até nos levar no dia seguinte a outro lago &#8211; o Karakul. Aqui a vida dos pastores nómadas, como é vivida no país vizinho &#8211; o Quirgistão, desenrolava-se alheia a fronteiras.</p>
<h2><b>Dores de barriga  e outros desconfortos na estrada</b></h2>
<p>Era claro que o que quer que estivesse a afectar o Nuno, obrigando-o a paragens constantes na beira da estrada para se ir aliviar, não me estava a afectar a mim – já lá iam quatro dias. Mas quando uma dor de barriga forte e uma vontade tremenda de ir à casa de banho me assaltou a meio da noite, obrigando-me a desenlaçar-me dos meus dois sacos de cama que carrego para me precaver quando as temperaturas nocturnas descem (algo que a maioria dos cicloturistas considera pura excentricidade), a abrir os fechos da tenda à pressa e procurar no frio e escuro da noite um sítio para aliviar os meus intestinos, soube que afinal também tinha sido vítima da “maldição” de Kashgar,  que parece afectar a maioria dos recém-chegados à zona.</p>
<p>Fosse lá pelos shish-kebabs vendidos nas ruas, preparados sob os mais altos standards de falta de higiene, ou a restante comida de rua que arriscámos comer nas bancadas do mercado, na curiosidade natural de experimentar os gostos locais na ilusão de que os nossos estômagos  já tinham tido tempo de se aclimatizar às intempéries gastronómica às quais por vezes os expúnhamos, o facto é que errámos rotundamente e acabámos por pagar pelo descuido com uma indisposição que durou vários dias e que relutantemente deixou os nossos corpos  só depois de um tratamento a antibióticos.</p>
<p>O mais embaraçoso é que andávamos a viajar há já dois dias com o Tim e a Rebecca, um casal de ingleses, recém-casados a pedalar da Croácia até à China – que tínhamos conhecido em Kashgar e que acabámos por  reencontrar na estrada e seguido juntos Caracórum acima. Mas por alguma infeliz coincidência, nessa noite, tinham decido montar a tenda tão próxima da nossa (mesmo com todo o espaço proporcionado pelas margens amplas e cénicas do lago Karakul) que quase conseguíamos ouvir a sua respiração.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2092" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/rebecca-e-tim.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2092" alt="rebecca e tim" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/rebecca-e-tim.jpg" width="800" height="597" /></a></p>
<p>Na manhã seguinte, com a cabeça a sair da tenda e o ar de quem ainda lhe apetecia dormir mais umas horitas, as primeiras palavras do Tim foram: “o que é que vos aconteceu ontem à noite? Pensei que a vossa tenda se estava a rasgar com a força do vento. Não percebia se eram os fechos, ou vocês a reparar a tenda com fita cola&#8230;”</p>
<p>&#8211; “Não Tim, é a “maldição” de Kashgar, parece que agora é a vez da Joana”. Respondeu o Nuno enquanto dava à bomba do fogão para começar a preparar o pequeno almoço.</p>
<p>-“Ah!Estou a ver&#8230;que chatice”.</p>
<p>Sem dúvida, mas estas coisas acontecem e passar um dia a recuperar energias e a compostura intestinal acampados à beira de um lago espelho, pintado com os reflexos dos glaciares colossais à sua volta e as manadas de yaks nas suas deambulações ruminantes não muito longe da tenda, não é a pior coisa que nos poderia acontecer. Mas continuar de bicicleta até Tasqurgan, a aldeia chinesa onde a maioria dos seus habitantes é tadjique, a cerca de 60 quilómetros a sul,e até à qual é permitido aos estrangeiros seguirem sem a necessidade de visto  para o Paquistão, foi abandonada.</p>
<p>O casal de ingleses deixou-nos essa manhã para regressar a Kashgar (provavelmente com desejos de não passar mais uma noite sob a banda sonora de fechos a abrir e a fechar e outras sonoridades do foro gasoso) e nós aproveitámos para tirar o dia de folga para respirar e desfrutar aquela paisagem de silêncios e  reflexos aquáticos e recuperar  forças para o regresso de 200 quilómetros, estrada abaixo.</p>
<h2><b>Kashgar, encontro de cicloturistas</b></h2>
<p>Há sítios que são como funis – Kashgar é um deles – um centro de confluência  de viajantes vindos da Ásia Central rumando à China ( e alguns para o Paquistão) e vice-versa, como no nosso caso.</p>
<p>E é também uma cidade de importância histórica por onde no passado passavam as caravanas carregadas com mercadorias, provenientes do ocidente, da Ásia Central e da China, unindo o Ocidente e o Oriente,  através de uma teia de estradas às quais damos o nome da Rota da Seda. Aqui é fácil imaginar a co-existência de gentes vindas de toda a Eurásia, contando histórias de terras distantes, peripécias de viagem&#8230;</p>
<p>A fumaceira do hostel – o Pamir Loge, proveniente do grelhador do restaurante da rua em baixo, não parecia demover os viajantes que se congregavam no telhado-varanda e que servia também de sala de convívio. Mesmo  no meio da fumaçada e do cheiro a carne de carneiro grelhada, que depois nos ficava entranhada nos forros polares e nas t-shirts sintéticas de material respirável, a vontade de compartir aventuras e desventuras de viagem e histórias de vida parecia ser bem maior do que o desconforto de respirar o ar pouco respirável.</p>
<p>Mesmo sem nada para vender, mesmo não sendo comerciantes ou mercadores, era inevitável reminiscer a tempos idos, naquela mesma cidade, naquelas mesmas ruas, envolvidos numa qualquer outra nuvem de fumo, ali se trocavam histórias, se não semelhantes no seu conteúdo, talvez parecidas no sentimento que as alinha com a descoberta e a aventura, o de se ser viajante e se ter chegado a um ponto importante da viagem – a um ponto seguro.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2089" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220099.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2089" alt="P1220099" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/P1220099.jpg" width="800" height="551" /></a></p>
<p>Abriram-se mapas, mostraram-se fotos, contaram-se histórias, observou-se equipamento, trocaram-se dicas e objectos necessários a uns e desnecessários a outros, analisou-se o pesos dos alforges e da carga, afinou-se uma mudança com a ferramenta de um, apertou-se um travão com os dotes mecânicos de outro e sobretudo improvisou-se uma familía temporária, feita de gente com ideais e linguagem comum. Marica, Rebecca, Tim, Simon, Guillaume, Zolta, Jordi, Kathleen e Paul, cicloturistas e viajantes deste mundo, cada qual com a sua história, cada qual com o seu destino, cada qual com o seu projeto, mas todos unidos pela paixão de viajar propulsionados pela força das suas pernas montados numa bicicleta. Possam as nossas estradas voltar a cruzar-se e muito vento pelas costas a todos!</p>
<h2><b>Sair assim, não vale</b></h2>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2096" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/transferir-11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2096" alt="transferir (1)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/transferir-11.jpg" width="793" height="529" /></a></p>
<p>Depois do regressarmos da Caracórum voltamos ao Hostel Pamir, à sua nuvem de fumo e ao convívio com outros viajantes e ciclovagabundos. Deixámos passar uns dias porque queríamos ir visitar o mercado de animais no domingo, e recuperar da indisposição intestinal que ainda nos assaltava. Quando decidimos partir, já à saída da cidade, a bicicleta do Nuno decidiu adiar-nos a partida por mais um dia: problemas com o apoio e algo irregular no eixo traseiro. Regressámos ao Pamir Hostel  onde fomos recebidos pelo ar espantado  do recepcionista que disse quando nos viu de novo na recepção:  “vocês outra vez!”</p>
<p>A estrada em direcção ao passe de Irquestão e rumo ao Quirgistão levar-nos ia de novo acima dos 3 mil metros (Kashagar está a 1250 metros),  mas podemos fazer apenas os primeiros 90 quilómetros montados nas bicicletas.</p>
<p>A China está a tornar difícil o acesso de viajantes independentes  por  zonas fronteiriças, e isso é evidente para quem viaja na província de Xijiang. Nesta província, maioritariamente Uigur e consequentemente muçulmana, existe um ressentimento da população Uigur com a ocupação (alguns diriam “colonização”)  da população chinesa de origem  Han. Tem havido alguns eventos violentos e a solução Chinesa, de restringir movimentos, limitar o acesso, a não circulação livre de informação e a falta de liberdade aplica-se e sente-se nestes lados. É um problema recorrente nas terras deste país, e um problema que afecta minorias étnicas pelo mundo fora e que vamos vendo com tristeza vezes sem conta nas nossas viagens.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_2086" data-imgid="2097" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/transferir1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2097" alt="transferir" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/11/transferir1.jpg" width="778" height="518" /></a></p>
<p>Ao chegar a Uluggat , a cidade a 120 quilómetros da fronteira com o Quirgistão onde se carimba o passaporte com o selo de saída e entrada,  tivemos que arranjar transporte motorizado até à fronteira, os oficiais não nos deixariam seguir nas bicicletas. Em teoria um dos condutores de um dos muitos camiões levar-nos-ia, mas por meio das burocracias e da proximidade da data de uma grande celebração na China – o festival da lua cheia &#8211; os oficiais não nos queriam deixar seguir  sob a desculpa esfarrapada de que a fronteira ia fechar. Quis o destino, muito poder de argumentação, muita persistência e 60 euros  (que tivemos de pagar a um condutor local apesar de serem muitos os camiões que se deslocavam naquela direcção), que não tivéssemos que esperar quase cinco dias para poder cruzar a fronteira.</p>
<p>Quatro horas mais tarde, vendo  passar nas janelas do carro a imagem esborratada das montanhas e aldeias à nossa volta, deixámos a China. E com mais quatro quilómetros, já dignamente montados nas nossas bicicletas, recebíamos a boas vindas ao Quirgistão de um oficial simpático e sorridente que quando percebeu a nossa nacionalidade declarou a a sua admiração pelo Cristiano Ronaldo e pelo Figo.</p>
<p>Foram quatro meses que passámos na China: dois e meio dos quais a pedalar, entre Yunnan, Sichuan e Xinjian. O tempo restante foi passado a tratar de passaportes sem mais espaço para carimbos e à espera de novos vistos para poder prosseguir a nossa travessia daquele país intrigante e intensamente belo que deixávamos com vontade de regressar.</p>
<p>Talvez um dia.</p>
<p>Mas por agora país novo &#8211; expectativas e aventuras novas.</p>
<p>Na próxima crónica, mais da nossa breve passagem pelo Quirguistão.</p>
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		<title>Fotos China &#8211; Xinjiang</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2013 10:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-img_1946/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-IMG_1946-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aqui vende-se de tudo" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-img_1952/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-IMG_1952-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="De mãos escondidas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-img_1957/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-IMG_1957-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nas ruas de Kashgar" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210859/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210859-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pão e plantas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210869/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210869-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vizinhanças" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210873/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210873-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Paz" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210924/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210924-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A ferradura" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210929/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210929-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Empanadas de carneiro" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210935/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210935-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="No meio da confusão" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210975/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210975-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tachos e panelas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130903-p1210999/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130903-P1210999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chá a portas fechadas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130904-img_1989/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130904-IMG_1989-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Para a fotografia" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130904-img_1997/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130904-IMG_1997-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Compadres à varanda" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130904-img_1998/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130904-IMG_1998-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alguém precisa de ir ao dentista?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130905-p1220093/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130905-P1220093-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Concentração de cicloturistas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130906-img_2032/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130906-IMG_2032-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Despertares" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130906-img_2045/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130906-IMG_2045-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Desfiladeiro do Arco-Irís" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130906-p1220177/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130906-P1220177-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Subidas suaves" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130906-p1220233/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130906-P1220233-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Companheiros de estrada" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130907-img_2077/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130907-IMG_2077-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Monumentos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130907-p1220253/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130907-P1220253-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amigas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130907-p1220278/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130907-P1220278-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="E que tal chamarem-lhe só biscoitos?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130907-p1220311/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130907-P1220311-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Os nossos chapéus vermelhos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-img_2088/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-IMG_2088-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Quatro é companhia" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-img_2103/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-IMG_2103-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A estrada de Cáracorum" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-img_2105/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-IMG_2105-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Esculturas do tempo" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-img_2133/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-IMG_2133-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dromedários das montanhas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-p1220381/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-P1220381-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Antes do adormecer" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-p1220403/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-P1220403-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Deserto alto" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130908-p1220415/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130908-P1220415-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Na terra dos Yaks" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130909-img_2157/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130909-IMG_2157-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Simetrias matinais" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130909-img_2176/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130909-IMG_2176-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Em tons pastel" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130909-img_2159/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130909-IMG_2159-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O lago Karakul" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2177/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2177-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Yakboy" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2199/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2199-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pedalar no azul" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2204/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2204-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rodeados por gigantes" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2223/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2223-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tranquilidade" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2235/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2235-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Deserto" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-img_2244/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-IMG_2244-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ir às compras num contentor" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-p1220541/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-P1220541-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carreiros" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-p1220554/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-P1220554-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nuno" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130910-p1220564/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130910-P1220564-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Brincadeiras entre pneus" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130911-p1220587/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130911-P1220587-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bons dias" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130912-img_2288/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130912-IMG_2288-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A transbordar" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-img_2301/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-IMG_2301-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Os homens e as suas ovelhas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-img_2315/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-IMG_2315-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Barba branca" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-img_2324/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-IMG_2324-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Barba negra" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-img_2326/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-IMG_2326-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vendas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-p1220629/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-P1220629-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sunday &quot;brunch&quot;" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-p1220630/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-P1220630-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Forno a lenha" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-p1220665/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-P1220665-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vendas por telefone" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-p1220716/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-P1220716-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Não quero ir" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130915-p1220778/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130915-P1220778-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Charrete" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-xinjiang/20130916-img_2350/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130916-IMG_2350-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amigos de viagem" /></a>

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		<title>De Chengdu a Kashgar –  encontros, reencontros e casamentos</title>
		<link>https://globonautas.net/de-chengdu-a-kashgar-encontros-reencontros-e-casamentos/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Oct 2013 10:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[e com a distracção das nossas novas amizades ultrapassávamos o nosso primeiro desafio na nossa vida de “casados”. Afinal parece que estar juntinhos só com o embalo do amor, sem anilhas metálicas pelo meio é bem melhor! Isso e andar de bicicleta!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>Um buraquinho para nos enfiarmos por favor?</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1833" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210670-800x518.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1833" alt="P1210670 (800x518)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210670-800x518.jpg" width="800" height="518" /></a></p>
<p>Já aqui havia falado da fraca memória do Nuno, mas a história que costumo contar em tom de brincadeira – que um dia ao acordar não se vai lembrar quem é a pessoa que dorme ao seu lado &#8211; pode estar bem mais próxima de acontecer do que se possa imaginar.</p>
<p>O Pedro veio com o braço estendido para o aperto de mão no encontro (que afinal era um reencontro) marcado em frente à estátua do Mao na Praça das Pessoas. Segundo o Nuno o Pedro era um rapaz que andava seguir a nossa viagem e com o qual havia trocado e-mails. Estava de momento na China, em Chengdu, e a coincidência mais do que justificava o encontro.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1831" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210530-800x380.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1831" alt="P1210530 (800x380)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210530-800x380.jpg" width="800" height="380" /></a></p>
<p>&#8211; Olá, viva Nuno! Que bom rever-te! Já lá vão uns aninhos!</p>
<p>O Nuno olhou-o com um ar surpreso e perguntou de forma tão inocente como as suas ausências de memória &#8211; Já nos conhecemos?!</p>
<p>&#8211; Sim pá, não te lembras? Encontrámo-nos em Coihaique, no sul do Chile, quase no final da outra viagem que fizeste em bicicleta. Fui-te bater à porta do quarto lá no hostal onde estavas e depois até cozinhamos jantar e comemos juntos com uma boa vinhaça&#8230;</p>
<p>-Ah, sim, claro! Agora lembro-me perfeitamente…desculpa lá a falha pá.</p>
<p>Em sua defesa o Nuno podia dizer que o Pedro estava diferente…mas realmente ter o cabelo ligeiramente mais comprido não amonta a grande diferença. O facto é puro e simples – o rapaz tem mesmo muito má memória e quanto a isto não há nada a fazer. O Pedro da sua parte, como boa pessoa que é, não pareceu ficar ofendido nem chateado e pudemos sair do buraco onde momentaneamente nos queríamos enfiar.</p>
<h2>Por falar em amor…e coincidências</h2>
<p>O Pedro é um homem do Norte de melena loura e olhos claros. Viajante inveterado, bom vivã, homem dos mil ofícios e estudos, em busca da ilha com o mar perfeito. Leva já mais de 70 carimbos no passaporte e as suas histórias de viagem são possivelmente das mais cómicas que ouvimos nos últimos tempos, incluindo uma recente, na sua lua-de-mel, onde foi vítima de um ataque feroz por uns símios indonésios que pareciam querer tatuar-lhe o corpo com as garras.</p>
<p>O amor bateu-lhe à porta numa viagem de avião de regresso a Portugal, no mesmo voo que ia Yuan, uma rapariga chinesa muito bonita de cabelos longos, negros, olhar de terra (onde compreensivelmente o Pedro se perdeu) e voz doce e musical como uma melodia ” chill out”. Yuan estudou língua portuguesa (que fala na perfeição) em Macau e, coincidência das coincidências – Leiria, onde agora é professora de língua e estudos chineses, na mesma escola onde eu estudei &#8211; o Instituto Politécnico de Leiria.</p>
<p>Claro que já ninguém ficará surpreendido se a estas coincidências acrescentarmos o facto de que quando o Pedro e a Yuan vieram até à China celebrar o seu casamento, na imensidão que é este país, ela ser de Chengdu e que a celebração e estadia aconteceram precisamente na mesma altura em que nós nos encontrávamos na cidade a tratar da extensão dos nossos vistos. Dá-nos a sensação que o mundo está a encolher.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1835" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210790-800x465.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1835" alt="P1210790 (800x465)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210790-800x465.jpg" width="800" height="465" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1832" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210583-800x737.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1832" alt="P1210583 (800x737)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210583-800x737.jpg" width="800" height="737" /></a></p>
<p>Na companhia de ambos não foi difícil encontrar distração durante as quase duas semanas que acabámos por ali ficar. Ver a China através dos olhos de Yuan foi como abrir a janela para uma realidade ligeiramente diferente daquela que víamos na superficialidade dos nossos olhares passageiros e das nossa papilas gustativas, inadvertidamente em busca de sabores mais familiares. A Yuan e o Pedro levaram-nos a provar os verdadeiros sabores de Sichuan, província famosa pelos aromas picantes que destilam dos seus pratos, como o da caçarola quente – uma espécie de fondue à chinesa &#8211; num caldo tão quente quanto picante onde se cozem os ingredientes, alguns bizarros como veias, e outros não tão bizarros, como estômago e orelha de porco, cabeça de peixe, vegetais variados, numa ordem que é um ritual que parece atender às propriedades regenerativas e medicinais que os chineses acreditam que cada ingrediente possui.</p>
<h2>Chengdu, a cidade onde nos casámos…</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1834" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210770-1024x768.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1834" alt="P1210770 (1024x768)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210770-1024x768.jpg" width="800" /></a></p>
<p>Numa brincadeira feita de uma necessidade prática &#8211; o facto de nos irmos embrenhar no mundo muçulmano &#8211; comprámos umas alianças baratuchas de prata (faz de conta que são de ouro branco) e o Pedro e a Yuan foram os padrinhos do nossa união para mouro ver.</p>
<p>Se as alianças nos deram a ilusão de uma união ainda mais unida (uma sensação algo abstrata quando se passam 24 horas sobre 24 horas com a mesma pessoa), as indecisões que se sucederam após o “casamento” pareceram por tudo em plano de divórcio. Será que estávamos a ser vítimas da “maldição dos anéis”?</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1839" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210819-800x609.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1839" alt="P1210819 (800x609)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210819-800x609.jpg" width="800" height="609" /></a></p>
<p>Somos mais ou menos bons a planear as nossas vidas quando estas se fazem sobre as bicicletas. O Nuno é &#8211; melhor dizendo. O rapaz pode ter má memória, mas para logísticas é bastante dotado. Mas a coisa complica-se quando os planos se alteram e nos vemos obrigados a reavaliar as nossas opções “em cima do joelho”.</p>
<p>Nos dias que estivemos em Chengdu, começou uma odisseia de indecisões que nos fizeram mergulhar num mar de tantas possibilidades e hesitações que parecia que nos afagávamos. Não estender o visto; apanhar um voo direto para a Ásia Central (como quem bate o pé, se não podemos fazer todo o ciclismo que queremos na China então vamo-nos embora daqui), este comboio ou aquele?; e as bicicletas? Vão connosco ou têm de ser enviadas?;  esquecemo-nos de perguntar o horário; o preço do voo já está mais caro; já não há lugar no comboio para as datas que queríamos; a culpa é tua que não decides; não, a culpa é tua que contestas as minhas decisões… E as discussões surgiram como se discutir fosse a única coisa concreta no marasmo das incertezas. E quem nos visse e ouvisse pensaria: “olha que dois maçaricos acabadinhos de sair de casa, incapazes de decidir se ir para a direita ou para esquerda”.</p>
<p>Mas os dias foram passando, as decisões necessárias foram sendo tomadas e com a distração das nossas novas amizades ultrapassávamos o nosso primeiro desafio na nossa vida de “casados”. Afinal parece que estar juntinhos só com o embalo do amor, sem anilhas metálicas pelo meio é bem melhor! Isso e andar de bicicleta!</p>
<h2>“Nuestros hermanos”</h2>
<p>Fomos encontrar a Maria e o Zigor a empacotar, não uma, não duas – mas quatro bicicletas no espaço entre os quartos e as casas de banho do hostel onde estávamos todos alojados &#8211; o simpático Traficc Inn. A coisa era bem mais grave do que a mera excentricidade aparente de empacotar quatro bikes quando só se tem dois pares de pernas. No quarto, que parecia um armazém, haviam também cerca de 200 quilos de bagagem, numa espécie de fila de empacotamento e envio. Se a nós nos parecia azar o nosso predicamento com os vistos chineses, o que dizer do casal amigo com quem a Maria e Zigor viajavam que, como nós, tinham ido a Hong Kong para obter um visto novo para a China e este lhes foi recusado? E que dizer do facto das suas bicicletas e bagagens terem ficado para trás num país onde agora não podiam entrar? Valeu-lhes o facto do novo visto não ter sido negado à Maria e ao Zigor que se viram no dever de atravessar o país até onde as coisas tinham ficado e organizar a transferência daquela tralha toda para ser enviada num voo para a Malásia, onde decidiram continuar as suas pedaladas rumo a parte incerta, nas suas deambulações ciclonómadas mundo fora sem data marcada para o regresso.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1837" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210795-1024x558.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1837" alt="P1210795 (1024x558)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210795-1024x558.jpg" width="800" /></a></p>
<p>E como há um ano atrás estes vizinhos ibéricos tinham desancorado da sua terra natal, seguindo uma rota possivelmente semelhante à rota das nossas intenções, sobretudo na Ásia Central, os serões encheram-se de passeios pela cidade e de “Portunhol” trocando relatos de viagem, sugestões e dicas para vistos.</p>
<p>Que bem que se está entre amigos! E amigos com genética ibérica e sobre duas rodas &#8211; “pues aun mejor”!</p>
<p>Acompanhem as suas viagens<a title="Maria e Zigor" href="http://polikipolikibizikletan.wordpress.com/"> clicando aqui </a></p>
<h2>Choques inevitáveis na chegada a Kashgar</h2>
<p>Não estávamos preparados. Nunca estaríamos a menos que ali chegássemos de bicicleta. Que era no meio do deserto &#8211; já sabíamos. Que a maioria das gentes eram muçulmanas – também. Mas nada disso evitou o choque e a sensação de que estávamos no destino errado. Chegámos à Ásia Central e os quatro dias que passámos enfiados dentro do comboio de Chengdu a Kashgar tinham sido inúteis como auxiliares na transição. A China tinha ficado para trás sem que tivéssemos tido a oportunidade de fazer as despedidas merecidas.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1840" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210823-800x607.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1840" alt="P1210823 (800x607)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210823-800x607.jpg" width="800" height="607" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1841" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210834-800x559.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1841" alt="P1210834 (800x559)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1210834-800x559.jpg" width="800" height="559" /></a></p>
<p>Mas a cidade óasis foi-nos conquistando assim como a poeira das suas ruas, as carroças puxadas por burros, o cheiro a carne grelhada, as carcaças de ovelha penduradas ao sol a servir de feira da gastronomia às moscas, o bazar a transbordar de cor, as gentes com caras familiares que podiam ser as caras dos homens e das mulheres portuguesas há 30 anos atrás, quando os bigodes estavam na moda e as permanentes das senhoras de família se protegiam com lenços coloridos. Os apitos utilizados em vez do travão, as casas cor de lama saídas das descrições bíblicas. Um mundo à parte bem mais próximo do mundo Árabe do que do mundo Han.</p>
<p>Os próximos dias, que seriam também os últimos na China, levar-nos-iam a pela estrada de Caracórum (e de regresso), uma das mais míticas estradas de montanha do mundo; ensinar que os dias de descontração alimentar tinham de ser reconsiderados; e proporcionar mais encontros com aventureiros sobre duas rodas ao ponto de parecer que nos tínhamos juntado a uma convenção de cicloturistas, já o ditado dizia – “não há fome que não dê em fartura”.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1829" data-imgid="1842" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1220049-800x479.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1842" alt="P1220049 (800x479)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1220049-800x479.jpg" width="800" height="479" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fotos China &#8211; Sichuan</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Sep 2013 08:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-p1210179/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-P1210179-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dias de chuva" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130806-img_1555/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130806-IMG_1555-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vales recortados" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-img_1574/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-IMG_1574-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Arquitecturas do Tibet chinês" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130806-img_1559/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130806-IMG_1559-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aldeias na estrada" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-img_1591/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-IMG_1591-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Intimidades de mulher" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130806-img_1552/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130806-IMG_1552-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Estrada esculpida" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-p1210169/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-P1210169-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="No fundo do vale" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-img_1585/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-IMG_1585-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Retoques" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130808-p1210174/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130808-P1210174-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tecnologias" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130809-img_1633/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130809-IMG_1633-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vales profundos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130809-img_1652/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130809-IMG_1652-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O topo" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1705/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1705-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bangpu Si" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130809-img_1639/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130809-IMG_1639-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Saia ao vento" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-p1210229/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-P1210229-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chegada ao mosteiro de Bangpu Si" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1724/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1724-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Orações" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1753/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1753-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Futuro?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-p1210278/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-P1210278-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="As rodas da vida..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1761/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1761-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ler os sinais" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1791/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1791-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Altiplanos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1808/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1808-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Acampamentos panorâmicos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130809-img_1614/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130809-IMG_1614-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A flor e a lagarta" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-img_1801/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-IMG_1801-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vem lá chuva" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130812-p1210365/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130812-P1210365-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O V das pedras" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130812-p1210370/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130812-P1210370-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rio castanho" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-p1210297/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-P1210297-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="As voltas que a &quot;vida&quot; dá" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130810-p1210312/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130810-P1210312-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amplitudes" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130813-p1210408/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130813-P1210408-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="As cores da montanha" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130812-p1210377/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130812-P1210377-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Stupas tibetanas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-img_1915/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-IMG_1915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Roda de oração portátil" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-img_1867/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-IMG_1867-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Motoqueiro" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-p1210457/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-P1210457-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nas ruas de Litang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-p1210432/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-P1210432-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carne de yak" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-img_1878/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-IMG_1878-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Olhares" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-p1210461/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-P1210461-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Crane fresquinha, quem quer comprar?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130814-p1210464/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130814-P1210464-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Distrações" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130816-p1210524/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130816-P1210524-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Reflexos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130820-p1210540/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130820-P1210540-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A China de Mao" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130820-p1210576/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130820-P1210576-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Flores de betão" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130824-p1210628/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130824-P1210628-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Luzes de esperança" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130827-p1210688/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130827-P1210688-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Siesta" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130827-p1210700/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130827-P1210700-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Grelhados mixtos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130828-p1210745/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130828-P1210745-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amuletos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130828-p1210790/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130828-P1210790-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontros sino-portugueses" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130828-p1210804/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130828-P1210804-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chengdu by night" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-sichuan/20130828-img_1922/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/20130828-IMG_1922-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chengdu by day" /></a>

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		<title>De Shangri-la a Litang &#8211; a China que é Tibete</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Sep 2013 03:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[O veado embalsamado à entrada dava-nos as boas vindas com o nariz esmurrado que o embalsamador não quis (ou não soube) emendar e os seus olhos de azeitona, ao contrário dos da Mona Lisa, não pareciam olhar para lado nenhum. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>A nossa tenda é um “reality-show”</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1801" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1200970-800x534.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1801" alt="P1200970 (800x534)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1200970-800x534.jpg" width="800" height="534" /></a></p>
<p>Acordámos com o titilar dos badalos, o som abundante das patas a trotar o chão, o crepitar da erva a ser ruminada, o resfolegar e a respiração dos animais na intermitência entre o mastigar e o engolir do pasto e duas vozes que sussurravam numa língua que não era a chinesa. O Nuno abriu os fechos e ao afastar as duas membranas de <i>nylon</i> do nosso casulo móvel, entraram tenda adentro as cores do amanhecer e os sorrisos de dois olhares atentos.</p>
<p>Os animais, que eram uma manada de yaks, subiram monte acima, onde o pasto era verde e o sol da manhã já aquecia as encostas do vale, mas os olhares permaneceram pregados a nós como se no meio da montanha estivesse montado um ecrã panorâmico a transmitir em direto o “reality-show” da vida de dois ciclo vagabundos.</p>
<p>Dissemos os nossos “nihaus”, que foram devolvidos, e sorrimos, mas os dois seres atentos não se moveram. O enrolar e o arrumar dos sacos de cama para o saco pequeno onde viajam, o tirar de ar dos colchões insufláveis e a sua arrumação em mais dois sacos pequenos, as nossas coisas que foram enfiadas nas malas funcionais que são os nossos alforges, o limpar atabalhoado com toalhetes de bebé e o espalhar do rosto com protetor solar, o esfregar dos sovacos com desodorizante, pareceu ter o mesmo efeito que o pêndulo de um hipnotizador. Saímos finalmente da tenda e o feitiço pareceu quebrar-se por momentos &#8211; os olhares afastaram-se assim como os espetadores &#8211; mas a curiosidade levou a melhor e, enquanto fazíamos o café e aquecíamos as papas de feijão enlatado (uma especialidade chinesa bastante conveniente para os nossos pequenos almoços), os pastores nómadas voltaram para nos observarem mais uma vez. Quisemos partilhar os comes e bebes mas a oferta foi declinada gentilmente. Era observar-nos imperturbados que realmente desejavam e nós deixámo-los entregues ao transe que a nossa presença e os nossos movimentos pareciam estar a causar.</p>
<h2>De observados a observadores</h2>
<p>O Nuno aproveitou a manhã de sol e a curta quilometragem do dia para fazer umas afinadelas nas bicicletas. Os nómadas tinham já ido para um canto na beira da encosta, não muito longe de onde tínhamos acampado e, sentados no chão de pernas cruzadas, preparavam algo em redor de uma fogueira fumarenta feita com pequenos ramos ainda cobertos de orvalho. Pus-me a olhar de relance, a que a inibição disfarçada de supostas boas maneiras ocidentais me obrigava, mas na troca dos meus olhares curiosos recebi um aceno em forma de convite que aceitei sem hesitar.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1788" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/acampamento.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1788" alt="acampamento" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/acampamento.jpg" width="800" height="600" /></a></p>
<p>De pernas cruzadas, sentada de frente para a fogueira, com uma chávena de água quente misturada com leite ordenhado essa manhã que me foi oferecido, fiquei a saber que os dois nómadas eram pai e filha, que a filha tinha dois filhos e que tinha quarenta e dois anos. Estavam num yurt ali perto e tinham vindo pastar os seus animais. Como informação requisitada devolvi que o Nuno era o meu marido (não é, mas nestas situações, para não criar embaraços da circunstância, passou a ser), que não tinha filhos (que julgo ter de vir a ter – leia-se inventar &#8211; em conversas futuras precisamente para evitar os tais embaraços de circunstância e os silêncios onde se percebe que não ter filhos na casa dos trinta é uma grave anomalia).</p>
<p>E era eu agora que caía sobre o efeito hipnotizante das suas vozes que falavam talvez das tarefas do dia, ou de algum mexerico local. Vozes também da reza que o pai nómada dirigiu à água que fervia na chaleira negra e amolgada e da oração tibetana proferida entredentes enquanto as contas grossas e redondas da sua pulseira passavam pelas almofadas dos seus dedos. Os seus olhares profundos transbordavam beleza rústica, generosidade e curiosidade despertada também pelo anel que trago na mão esquerda e que quiseram ambos experimentar. Com os corpos deles próximos reparei como as suas mãos estavam calejadas e pareciam raízes de árvores, castanhas do sol, endurecidas pelo vento, como extensões da crosta terrestre que trabalham e da qual dependem, sujeitas aos rigores do tempo. Reparei também no cheiro adocicado a fumo, a manteiga, a yak e a montanha que emanava dos seus corpos.</p>
<p>Encheram-me a chávena vezes sem conta, mas o sol já ia alto e cada qual tinha que fazer: nós seguir os 20 e poucos quilómetros que faltavam até Litang e eles, continuar as tarefas diárias de pastores nómadas. Acenámos as despedidas e cada qual foi à sua vida montanha acima – eles para os pastos verdejantes e nós para a estrada poeirenta.</p>
<p>Nas esquinas opostas da vida em que nos encontrávamos era fácil perceber o fascínio mútuo: éramos nómadas, diferentes apenas no sentido de vida. Mas ser nómada é uma necessidade – os nómadas das pastagens das montanhas, das grandes manadas de yaks – que têm de ir onde o pasto é verde e abundante antes que cheguem as neves redutoras. E os nómadas urbanos &#8211; como nós &#8211; para quem o nomadismo vem da necessidade de ir onde nos enchamos de mundo, buscando alimento para a alma e simplicidade no corpo que nos sirva de motivação para enfrentar o inverno da rotina, da intensidade urbana e da vida algo mais estática que nos aguarda no regresso.</p>
<h2>Regresso às bicicletas</h2>
<p>Depois do nosso regresso de Macau e Hong Kong, com o alívio que foi chegar à Jane´s guest-house em Qiatou no desfiladeiro do Salto do Tigre, depois de três dias enfiados numa miríade de transportes e ver que as nossas bicicletas e bagagem estavam intactas, seguimos rumo ao nosso primeiro passe acima dos três mil metros e à cidade perdida e reencontrada de Shangri-la, onde chegámos ao segundo dia de pedaladas com os rabos e as pernas doridos – a recompensa de quase um mês de pausa.</p>
<p>A Shangri-la  está longe de ser o vale harmonioso, o paraíso na terra, a utopia dos Himalaias que James Hilton descreveu no seu livro Horizontes Perdidos. Mas o ministério de turismo chinês achou que sim, que o tal paraíso era ali, e em 2001 mudou o nome da cidade de Zhongdian para Shangri-la e os turistas começaram a chegar. Pouco do que seria a remota povoação parece ter sobrevivido ao entusiasmo do cimento e da reconstrução mas o charme da cidade, sobretudo do seu centro antigo e do mosteiro altivo recentemente construído, parecem ter conseguido dar à cidade um ar afável embrenhado na tradição tibetana, mesmo com todas as lojas de souvenirs, os hotéis “boutique” e os outros de aspeto mais industrial e deslavado, os cafés e as casas de chá para a clientela “cool” e os inúmeros turistas que ali vão atraídos pela possibilidade no novo nome e pela proximidade com o Tibete.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1799" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/shangri-la.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1799" alt="shangri-la" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/shangri-la.jpg" width="800" height="568" /></a></p>
<p>Pela frente tínhamos três semanas de ciclismo bordeando a grande região autónoma do Tibete, os passes mais altos da nossa viagem (bem perto dos 5000 metros), entraríamos numa nova província – Sichuan, e teríamos que pedalar os cerca de 600 quilómetros por estradas de estado imprevisto a tempo e a horas de chegar a Litang para renovar o nosso visto.</p>
<h2>Montanhas em flor</h2>
<p>Nunca tanto na minha vida desejei ter um livro que me ensinasse o nome das flores. Com as chuvas e os dias de temperaturas amenas, antes da solidez do inverno, parecia que a Primavera tinha mudado para as montanhas do sul de Sichuan e saber o nome dos seus presentes de vida parecia-me a única forma de agraciar aquela beleza frágil e fugaz que nos adocicava os olhos e distraia do esforço dos glúteos e quadríceps. Eram pontos do arco iris, pontos pequenos que na sua união combatiam o verde que se estendia pelos vales e planícies, dando cor e delicadeza a uma paisagem que de outra forma era dura e intensa, feita de rochedos, paredes escarpadas, pinheiros alpinos e altitudes.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1792" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/flores.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1792" alt="flores" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/flores.jpg" width="800" height="534" /></a></p>
<p>E assim os dias de ciclismo árduo e duro, muitas vezes entremeados com dias de chuva, ganharam um outro sentido, o sentido que se sente quando se tem acesso a paragens remotas à conta do esforço físico. A estrada que seguiu com um tapete de alcatrão à saída de Shangri-la rumo ao Norte até ao primeiro passe que nos levou dois dias a pedalar, foi depois substituída por uma faixa de estrada incongruente, que alternava entre o tapete de pedras e o tapete de lama, muitas vezes obrigando ao desmontar das “burras” e a empurrar as teimosas subida acima. A estrada, linha encrustada nas serras infindáveis, à beira das quais instalávamos casa no final do dia, e onde finalmente imóveis podíamos descansar os músculos e saborear a dimensão do que nos rodeava antes que a escuridão da noite e o frio ou a chuva nos mandassem para dentro do casulo.</p>
<h2>Os “tios camiones” e outros Tibetes</h2>
<p>Os nossos companheiros de viagem pela China têm sido os camiões eternos &#8211; os “tios camiones” &#8211; como carinhosamente os alcunhámos, mesmo quando por nós passavam envolvendo-nos numa poeira irrespirável, apitando o seu grito de passo ensurdecedor. A bandeira da China é feita de estrelas mas devia ser feita de camiões. É que um dia, escrevam o que vamos dizer, não vai haver montanhas neste país porque a terra que as constrói terá sido levada para outro lado onde possam forrar estradas, preencher edifícios, desobstruir minas, amuralhar rios. E no dia em que não houver montanhas também não vão haver camiões, nem na estrada mais remota. Talvez então se possa compreender melhor as estrelas da bandeira Chinesa como estrelas de mérito à destruição e ao progresso.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1800" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/tio-camiones.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1800" alt="tio camiones" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/tio-camiones.jpg" width="800" height="479" /></a></p>
<p>Nos 400 kms entre Shangri-la e Litang havia apenas uma cidade: Xiaocheng. Cidade, cidade, aquilo não era propriamente &#8211; não para standards chineses de qualquer das maneiras. Uma rua longa com mais duas ou três ruas paralelas, uma praça e um projeto de templo em construção a fazer mimica moderna ao de Potala – o verdadeiro de Lhasa.</p>
<p>Ficámos num hotel, o Xiang Bala, um edifício estapafúrdio. Quem quer que o tenha decorado estaria seguramente sob a influência de uma droga alucinogénia tibetana – aquilo sim é que foi atingir o Nirvana usando a palete a transbordar de tintas e cores e a escarrapachá-las na parede e nos móveis. O veado embalsamado à entrada dava-nos as boas vindas com o nariz esmurrado que o embalsamador não quis (ou não soube) emendar e os seus olhos de azeitona, ao contrário dos da Mona Lisa, não pareciam olhar para lado nenhum. O autoclismo, depois da passagem de algum hóspede que não conseguia que a sanita devorasse algum detrito mais sólido e o usou com a força indevida, era propulsionado com um fio e uma escova de dentes.</p>
<p>Os níveis desceram visivelmente desde as nossas estadias nos hotéis do Yunnan e, os preços, irónica e ilogicamente, aumentaram. Com tanta espiritualidade e súbito interesse em tudo o que é tibetano parece que há muito boa gente a aproveitar-se do facto e a encher os bolsos. Ir para o Tibete, ou no nosso caso, para o Tibete da China a imaginar o “shangri-la”, é ficar um pouco dececionado com a orquestra de escarros constante que acompanha a presença humana chinesa, mas ainda mais audível nestes lados, o surro e a porcaria frutos do descuido geral (ao utilizar uma casa de banho pública nestes lados são necessários alguns dias para se recuperar do trauma) e o chauvinismo aparente e evidente, tão distintos da imagem do budismo das igualdades que irradia o Dalai Lama. Que esta é uma China que não é China &#8211; é Tibete, mesmo dentro das suas fronteiras, é bem óbvio. Que devesse ser outro país?-Não nos cabe julgar, nem entendemos o suficiente de geopolítica para opiniões informadas, mas as diferenças são gritantes.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1793" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/hotel-veado-xiangbala.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1793" alt="hotel veado xiangbala" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/hotel-veado-xiangbala.jpg" width="800" height="504" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1795" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/monge.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1795" alt="monge" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/monge.jpg" width="800" height="600" /></a></p>
<p>E que este não é um povo de brandos costumes, isso não é. Por traz da história dos monges benevolentes das imagens que nos chegam a ocidente está a história de monges guerreiros que no vínculo da história lutaram pelo grande pedaço de terra que é o seu, e que para mal dos seus santos pecados está recheado de metais e recursos valiosos, dos quais os chineses não abdicarão e onde antevejo a presença de muitos e muitos “tios camiones”.</p>
<p>Mas fora das cidades, que em prol da verdade não são muitas, esta China do Tibete, é um lugar mágico de aldeias pequenas onde cada vale, num ímpeto criativo, desenvolveu arquitetura própria, as pessoas mesmo na dureza que se espelha na vida que levam e na rijeza da sua pele curtida pelo sol, o vento, a chuva e a neve em igual medida, são bondosas e simpáticas, algumas sentadas na beira da estrada no parapeito gigante que é aquela varanda improvisada e preparados com acenos e sorrisos, para quem ali passa e que também não serão muitos.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1797" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/ruitetura-tibet-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1797" alt="ruitetura tibet 2" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/ruitetura-tibet-2.jpg" width="800" height="600" /></a></p>
<h2><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1786" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1786" alt="a" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/a.jpg" width="800" height="599" /></a></h2>
<h2><span style="font-size: 1.5em; color: #000000;">Litang &#8211; adeus Tibete!</span></h2>
<p>A chegada a Litang, mais uma cidade cunhada de Tibete, depois do nosso encontro matinal com os pastores nómadas e de mais de 90 quilómetros respirados a poeira de uma estrada em construção, foi feita no meio da cacofonia da escarradeira, os apitos dos veículos (que se usam aqui como um código morse sonoro de uso obrigatório de condução) e do bando incontável de cicloturistas chineses na sua conquista do Tibete, rumo a Lhasa, montados nas suas Meridas e vestidos até aos dentes até não haver mais pele a descoberto nos seus corpos, como se fossem enfrentar um ataque nuclear, ou algum “check- point” controlado por extremistas islâmicos e a ira dos seus pudores religiosos, quando na verdade tentam evitar apenas os elementos e os seus efeitos nocivos para as suas peles delicadas, frugais em rugas.</p>
<p>Mas Litang cresceu em nós depois da impressão inicial que foi a de chegar a outra cidade vila, que é Tibete mas que é obrigada a ser China. E os sítios são as pessoas e as desta cidade não só nos pareceram diferentes como fascinantes &#8211; as mulheres altas de vestidos forrados a peles sintéticas, de tranças a lembrar as tranças das mulheres andinas, os monges homens bem alimentados a carne de yak com os seus chapéus tipo pá, os homens corpulentos e cheios de vigor, os verdadeiros cowboys destas latitudes e os mais velhos com as suas pulseiras de missangas de pedra e rodas de oração, tal brinquedos de criança, girando indeterminadamente sob o movimentar dos seus pulsos e as suas orações sussurradas ao vento.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1798" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/senhora-oração.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1798" alt="senhora oração" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/senhora-oração.jpg" width="800" height="600" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1785" data-imgid="1796" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/rezas-litang.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1796" alt="rezas litang" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/rezas-litang.jpg" width="800" height="443" /></a></p>
<p>Mas tivemos que deixar aquela cidade disseminada num grande planalto entre pastagens e yurts porque a extensão dos visto já não se fazia ali. Nós e as bicicletas seguimos enfiados num autocarro durante 12 horas até Kanding, no que nos pareceu não uma viagem mas a incursão dentro de uma máquina de lavar roupa num programa de centrifugação. Chegados a Kanding e mal preparados que íamos (precisávamos de apresentar recibos de alojamento que não tínhamos) não nos restou outra alternativa se não enfiar-mo-nos e às bikes noutro autocarro, desta vez num “programa de lavagem” mais suave e ir tentar a nossa sorte na capital de província – Chengdu, onde tínhamos pensado chegar nas burras. A ver se resolvíamos a história da extensão do visto de uma vez por todas ou então teríamos de deixar o país, e a correr.</p>
<p>As próximas histórias da estrada vêm da grande cidade onde o tempo de espera e impasse nos proporcionou novos encontros, e claro, como já vem sendo hábito: reencontros inesperados.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Itinerário na China</title>
		<link>https://globonautas.net/itinerario-na-china/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 10:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[A matemática da viagem]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[De 26 de Maio a 17 de Setembro de 2013
2251 Kms pedalados]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Data de entrada a 26 de Maio  de 2013</strong></p>
<h2><strong>Estatísticas</strong></h2>
<p>Dias de ciclismo: 37<br />
Dias descanso: 78<br />
Kms pedalados: 2251<br />
Horas pedaladas: 189h 11m<br />
Km/dia (med): 60.8<br />
Altitude maxima: 4728m<br />
Desnivel acomulado: 26535m<br />
Altitude/dia (med): 717m<br />
Noites em hotéis: 72<br />
Noites de campismo: 18<br />
Noites com particulares:19<br />
Noites em comboios:6<br />
Custos/noite (med p/p): €3.9<br />
Gastos diarios totais ( p/p):€20.5<br />
China: €12.9<br />
Macau: €18.4<br />
HongKong: €28.8<br />
Furos: Joana-2 Nuno-2</p>
<p><strong>Provincia de Yunnan</strong></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1573" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/Yunnan-na-china.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1573" alt="Yunnan na china" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/Yunnan-na-china.jpg" width="395" height="336" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1572" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/Yunnan.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1572" alt="Yunnan" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/Yunnan.jpg" width="720" height="610" /></a></p>
<p>D503 Hekou – 40.8 kms, entrada na China<br />
D504 Xinjie – 70.6 kms<br />
D505 Nansha – 101.1 kms<br />
D506 Descanso, Nansha<br />
D507 Honghe – 59.5 kms<br />
D508 Yuang Jiang – 69.6 kms<br />
D509 Mosha – 74.9 kms<br />
D510 Descanso, Mosha<br />
D511 Hotel em frente a pocilga, cidade sem nome – 57.9 kms<br />
D512 Outra cidade sem nome – 56.4 kms<br />
D513 Zhenyuan – 74.1 kms<br />
D514 Mais uma cidade sem nome – 40.8 kms<br />
D515 Hotel ktv, cidade sem nome – 68.2 kms<br />
D516 Nanjan – 82 kms<br />
D517 Weisan – 44.3 kms<br />
D518 Descanso, Weisan<br />
D519 Dali – 79.2 kms<br />
D520 Descanso, Dali<br />
D521 Hotel das moscas, cidade sem nome – 94.7 kms<br />
D522 Entroncamento para Lijiang – 72.2 kms<br />
D523 Jane guestehouse, Qiaotou – 55.8 kms<br />
D524 (trek) Tea horse trade guesthouse<br />
D525 (trek) Bridge cafe guesthouse<br />
D526 (trek) Qiaotou<br />
D527 ao D5528 Descanso, Qiaotou</p>
<p><strong>Viagem de comboio a Macau e Hong Kong</strong></p>
<p>D529 Comboio Lijiang-Kunming<br />
D530 Descanso, Kunming<br />
D531 Comboio Kunming to Guangzhou<br />
D532 Entrada em Macau<br />
D533 ao D538 Casa do Ze Maria, Macau<br />
D539 Entrada em Hong Kong<br />
D540 ao D546 Mirador Mansions, Hong kong<br />
D547 Entrada em Macau<br />
D548 ao D558 Casa do Ze Maria, Macau<br />
D559 Entrada em Hong-Kong<br />
D560 ao D562 Katmandu guesthouse, Lamma Island<br />
D563 Entrada na China, Comboio Guangzhou -Kunming<br />
D564 No chão da Estação de Kunming<br />
D565 Xiaguan (nova Dali)<br />
D566 Qiaotou<br />
D567 Descando, Qiaotou</p>
<p><strong>De regresso as bikes:</strong></p>
<p><strong>Provincia de Yunnan</strong></p>
<p>D568 Acampados junto a rio – 38.6 kms<br />
D569 Shangri-La – 71.2 kms<br />
D570 Descanso, shangri-La<br />
D571 (Depois de) Gazanxiang – 48.3 kms<br />
D572 Perto de passe de 3910m – 38 kms<br />
D573 (Depois de) Wengshui – 41.8 kms<br />
D574 Algures num monte – 29.8 kms</p>
<p><strong>Provincia de Sichuan</strong></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1576" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/china_sichuan_location_map.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1576" alt="china_sichuan_location_map" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/china_sichuan_location_map.jpg" width="395" height="336" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1575" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/sichuan-fina.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1575" alt="sichuan fina" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/sichuan-fina.jpg" width="720" height="545" /></a><br />
D575 Hotel Xiangbala, Xiangcheng – 78.3 kms<br />
D576 Descanso, Xiangcheng<br />
D577 Acampados algures – 52.1 kms<br />
D578 Sumdo – 35.2 kms<br />
D579 (Perto de) passe 4646m – 34.4 kms<br />
D580 Descanso dentro da tenda (chuva!)<br />
D581 Perto de represa – 70 kms<br />
D582 Hotel Potala Inn, Litang – 26.5 kms<br />
D583 Descanso, Litang<br />
D584 Autocarro para Kangding<br />
D585 Descanso, Kangding<br />
D586 Autocarro para Chengdu<br />
D587 ao D597 descanso em Chengdu</p>
<p><strong>Provincia de Xinjiang</strong></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1825" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/32-Xinjiang-na-china1.jpg1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1825" alt="32 Xinjiang na china.jpg" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/32-Xinjiang-na-china1.jpg1.jpg" width="422" height="336" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a data-postid="fsg_post_1565" data-imgid="1820" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/33-kashgar.jpg.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1820" alt="33 kashgar.jpg" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/33-kashgar.jpg.jpg" width="827" height="504" /></a></strong><br />
D598/599 Comboio Chengdu-Urumqui<br />
D600 Comboio Urumqui- Kashgar<br />
D601 ao D604 Descanso, Kashgar<br />
D605 Acampados junto a estrada Karakorum &#8211; 84.5 kms<br />
D606 Acampados antes do check point &#8220;Chez&#8221; &#8211; 48.8 kms<br />
D607 Perto de reservatorio &#8211; 43.6 kms<br />
D608 Lago Karakul &#8211; 35.6 kms<br />
D609 Lago Karakul, descanso<br />
D610 Perto de um penhasco &#8211; 57.7 kms<br />
D611 Ao lado de casa abandonada &#8211; 84.8 kms<br />
D612 Pamir hostal, Kashgar &#8211; 69.9 kms<br />
D613 ao D616 descanso, Kashgar<br />
D617 Depois de Tishik Tash &#8216; 64.7 kms<br />
D618 Perto do posto de emigraçao &#8211; 120 kms taxi @ 53.1 km bike (entrada no Quirguistão).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fotos China &#8211; Yunnan</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2013 04:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_2925/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_2925-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pedra no caminho" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180361/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180361-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="E agora?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180391/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180391-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cumplicidades" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180414/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180414-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pendura" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180667/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180667-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Subidas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180397/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180397-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vestida de arco-iris" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180379/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180379-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O menino do cesto" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_2944/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_2944-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Queda de água" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180635/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180635-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Contrastes" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180596/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180596-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vales suaves" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180476/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180476-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Fortaleza" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180546/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180546-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Devoção" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180494/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180494-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pinturas de menina" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180522/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180522-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dia Mundial da Criança" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3024/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3024-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Weishan" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180749/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180749-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Caligrafias" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3067/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3067-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Entre muralhas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3036/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3036-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nas ruas de Yunnan" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_2984/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_2984-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Campos de arroz" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_2992/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_2992-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Grafitti oriental" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1190406/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1190406-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Lijian" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3204/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3204-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Modas caninas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3256/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3256-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O caminhante" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180736/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180736-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Convívios" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180865/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180865-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sopa de noodles" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3294/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3294-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O lago Erhai" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1444/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1444-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Poesia na beira da estrada" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1465/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1465-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Borboleta" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180585/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180585-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sombras do final da tarde" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3314/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3314-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nas franjas dos Himalaias" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180924/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180924-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Raios da manhã" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1190128/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1190128-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Panorâmicas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3386/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3386-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Caminhos esculpidos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1180950/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1180950-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Com o Yantzé aos pés" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_3348/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_3348-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Entre montanhas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1190096/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1190096-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Seres paralelos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1190246/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1190246-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Adormecer" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1027/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1027-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Escritas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1015/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1015-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cobras e lagartos..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200644/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200644-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cesto de viagem" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210042/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210042-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Debaixo de chuva" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1111/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1111-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Paragem abençoada" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1133/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1133-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Casas grandiosas do Tibete chinês" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200693/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200693-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bandeiras ao vento" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1346/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1346-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Shangri-La antes da partida" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1249/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1249-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="As casas de Shangri-La" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200771/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200771-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rua estreita" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1190339/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1190339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1350/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1350-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Velhos amigos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1245/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1245-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bandeiras e templos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1205/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1205-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amizades" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1175/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1175-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Danças" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1279/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1279-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Olhares d&#039;otrora" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200833/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200833-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Shangri-la" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200880/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200880-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Máquina calculadora" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210028/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210028-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontros da estrada" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200976/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200976-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Amor nas alturas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210006/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210006-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chegámos" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1490/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1490-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Por estradas de pedra" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1407/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1407-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A caminho dos céus" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1394/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1394-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chegar ao topo" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1433/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1433-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Os dentes da terra" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210020/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210020-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Que começe a descida" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/img_1451/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/IMG_1451-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Liberdade" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210060/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210060-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Estradas difíceis" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210082/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210082-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dias de chuva" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1210110/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1210110-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Texturas" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-china-provincia-de-yunnan/p1200915/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/08/P1200915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Véus de verde" /></a>
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		<title>Macau e Hong Kong – a viajar em contratempo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Sep 2013 07:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[Há calor e melancolia em igual dose nos olhos deste rapaz de metro e muito de altura. E há também o feitio fácil de quem não complica as partilhas, a alegria da alma boémia, o desafio de uma mente aguçada de quem gosta de entender o que o rodeia, a graça espontânea do músico auto inventado, a excentricidade q.b e a assertividade de um homem que vive das justiças e das advocacias]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>O conto do vigário</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1777" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/máquina1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1777" alt="máquina" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/máquina1.jpg" width="720" height="273" /></a></p>
<p>A minha câmara? Roubaram a minha câmara!</p>
<p>A voz tem uma cadência muito própria quando proferimos as frases que oficializam o que não queremos que tenha acabado de acontecer. Começa com um tom alto &#8211; quase imperativo -no resíduo que ainda existe de esperança. Acedendo ao que aconteceu no curto espaço de tempo entre palavras (tentando acreditar que tudo não passou de um erro de cálculo ou uma possibilidade mal avaliada) e enquanto o cérebro compõe e termina a frase, rebobinam-se os acontecimentos que levaram ao acontecido, numa espécie de “rewind” mental como quando não se percebe o que aconteceu no filme e tem que se voltar atrás… e é então que a esperança morre nas imagens que confirmam as piores expectativas. O tom, esse, deflecte e transforma-se no tom do desalento, no tom da esperança ida, no tom dos factos inalteráveis, no tom da derrota.</p>
<p>A máquina  fotográfica do Nuno foi-se nas mãos de um larápio que nos pareceu ser o ajudante do condutor do autocarro que julgámos querer ajudar-nos com as nossas bagagens,  no autocarro que apanhámos de Cantão para Zuhai na fronteira com Macau. Mas a desatenção foi nossa, sobretudo a de nos sentirmos seguros na ilusão de que a gente deste país era toda gente boa &#8211; vínhamos mal habituados…Em cidade grande de caras anónimas os sorrisos não são gratuitos e as regras do jogo são outras.</p>
<p>Tudo o que fizemos depois da constatação de que a máquina do Nuno tinha sido roubada, foi feito apenas para almofadar o impacto do acontecido. Tínhamos caído no conto do vigário. Nada do que fizéssemos alteraria esse estado de coisas, nem serviria para aliviar o peso do orgulho ferido e da decepção, ou faria com que a máquina reaparecesse. Chamou-se a polícia, apresentou-se queixa, desconfiou-se do condutor e do seu ajudante que afinal não o era, mas a máquina, essa sim &#8211; já era. O papel da denúncia, que recebemos depois de um inquérito intensivo, serviu apenas como recibo da nossa desatenção e puerilidade.</p>
<h2>Um desvio para sul, a caminho de Macau</h2>
<p>Saímos de Qiaotou, no Norte de Yunnan, onde deixámos as bicicletas e as bagagens, numa mini-van local que nos levou aos soluços, até Lijian. Lijian, património da humanidade, é uma Disneylandia feita do que sobrou de uma cidade antiga. Penhada de turistas e de lojas de souvenirs, tudo ali cheira a novo e a reconstruido, a vida não parece real mas sim uma espécie de falsificação do tempo, uma beleza superficial criada nas expectativas do que as massas de visitantes procuram e escondendo a verdadeira beleza feita da vida que pulsa numa cidade que, para quem ali vive, decorre nos arredores, nas franjas do que a UNESCO não considerou de interesse para a humanidade.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1765" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1190406.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1765" alt="P1190406" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/P1190406.jpg" width="720" height="481" /></a></p>
<p>Nessa mesma noite apanhávamos um comboio para Kunming para depois apanharmos outro para Cantão. Após três dias, mais uma viagem de autocarro, uma travessia de fronteira e outro carimbo no passaporte, entrávamos em Macau.</p>
<p>A luz que nos recebeu era um lusco-fusco que iluminava as ruas e as calçadas e dava a ilusão de estarmos na baixa lisboeta ao final da tarde. Fomos para a Taberna de Macau esperar o Zé Maria &#8211; amigo do nosso amigo Fernando de Timor &#8211; que sem nos conhecer de lado nenhum, aceitou dar-nos tecto pelo que seriam, segundo as nossas expectativas, dois ou três dias.</p>
<p>A Taberna de Macau é um pequeno bar Australiano – Brasileiro que revela no seu nome e menu a prevalência daqueles que parecem frequentá-lo – Portugueses, na sua maioria jovens de pele dourada do sol do oriente, que ao final do dia se refrescam dos calores húmidos daquelas latitudes com uma Super-Bock na mão, enquanto falam do seu dia no trabalho ou das suas férias recentes no  “Algarve” feito das proximidades dos destinos do Sudoeste Asiático, ali mesmo ao lado.</p>
<h2>Caprichos com efeito dominó</h2>
<p>A nossa ida a Macau, sobretudo, quando a agulha da bússola para a nossa rota na China apontava na direcção oposta, deveu-se em grande parte a um capricho do Nuno, que acabou por ter um impacto irreversível, tal como efeito dominó, nos nossos planos de viagem. Tendo partido para esta viagem com a plena noção de que não teria páginas suficientes no seu passaporte, preferiu não fazer um passaporte novo antes de partir e deixar o acaso e a aventura ponderarem sobretudo, de que país viria o seu novo passaporte (já tinha um emitido pelo consulado de Atenas, outro pelo de Kingston na Jamaica). Depois da ida ao consulado em Macau as ondas altas da maré de azares que assolavam a sua praia e, por consequência, a nossa, trouxeram-nos as notícias de que sem cartão de cidadão não haveria passaporte. Não havia &#8211; no seu lugar &#8211; um bilhete de identidade caducado. Seriam pelo menos duas semanas até chegar o cartão do cidadão, só então, se poderia tratar do passaporte, que viria, na melhor das hipóteses, uma semana depois. Três semanas à espera, e sem garantias, na que era uma das cidades mais caras da viagem. Se se pode chamar azar a esta sucessão de acontecimentos, também se pode dizer que, em grande parte, foi auto infligido.</p>
<p>O que também viemos a saber uns dias mais tarde foi que enquanto esperávamos pelo cartão de cidadão do Nuno, as regras dos vistos para a China mudaram, mesmo em Hong Kong, conhecido no mundo dos viajantes como o sítio mais leniente para obter vistos de longa duração. Nas novas regras conseguiríamos um mês, com a possibilidade de estender por mais um. A sentença estava lida: fazer toda a Eurásia em bicicleta mais não era agora do que um sonho derrubado. Tínhamos que planear a nossa rota de forma a encurtar os 3 mil e tal quilómetros que tínhamos ainda para fazer na China.</p>
<h2>Os dias na Pensão Zé Maria são sempre uma alegria</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1769" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/Piano.jpg"><img class="size-full wp-image-1769 alignleft" alt="Piano" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/Piano.jpg" width="396" height="223" /></a>Do piano desafinado, cujas teclas o Zé Maria parecia acariciar com os seus dedos longos, saia uma melodia de beleza inusitada com salpicos de Yann Tiersen e de Michael Nyman – um hibrido que nos trazia imagens sobrepostas dos filmes Amelie e o Piano. A singularidade do que ouvíamos, mesmo vindo de um piano ao qual pareciam faltar teclas, deixou-nos desarmados – “what dreams were” foi o nome que o Zé deu à sua composição musical. E os sonhos também são estas coisas: amizades e melodias surpreendentemente inesperadas.</p>
<p>Há calor e melancolia em igual dose nos olhos deste rapaz de metro e muito de altura. E há também o feitio fácil de quem não complica as partilhas, a alegria da alma boémia, o desafio de uma mente aguçada de quem gosta de entender o que o rodeia, a graça espontânea do músico auto inventado, a excentricidade q.b e a assertividade de um homem que vive das justiças e das advocacias – assim é o nosso amigo Zé Maria &#8211; um homem do ocidente dividido a oriente. Ou talvez o contrário. Ou talvez nada disto. Simplesmente um novo e grande amigo!</p>
<p>Na primeira noite, muito depois das primeiras Super-Bock, do jantar de bacalhau no Afonso III e uns bons dedos de conversa, o Zé Maria deixou-nos  à vontade para ficarmos na sua casa o tempo que fosse necessário &#8211; ele, mais do que nós &#8211; tinha uma noção realista da situação em que nos encontrávamos. Assim, e sem mais demoras, instalámos assento no futon da sua sala &#8211; entre os livros, o piano e a mesa de jantar &#8211; e as quase três semanas passaram velozes entre risadas e tertúlias animadas, jantaradas com os amigos, sopas de fitas (noodles) nos bairros chineses da cidade, sessões cinéfilas caseiras quando o sono não vinha e, muita, muita Super-Bock, que o calor do verão oriental a isso obrigava!</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1771" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/Ze-Maria.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1771" alt="Ze Maria" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/Ze-Maria.jpg" width="720" height="481" /></a></p>
<h2>Hong Kong das duas selvas</h2>
<p>Em Hong Kong há tudo o que se espera, e também, o que não se espera. Depois de uma semana em Macau, fizemos a travessia de cerca de uma hora, num ferry que navegou o mar da China sob o aviso de furacão (uma espécie de volta no carrossel com o botão do stop avariado). Chegados a terra estática, por entre ventanias e nuvens carregadas, atravessámos as passagens peatonais aéreas que seguiam por cima das vias rápidas, evitando a intersecção dos seres motorizados com os seres andantes. Em dia feriado, debaixo do tecto protector destas avenidas voadoras, “piqueniqueavam-se” bandos de filipinas sentadas em caixas de cartão espalmado. Como uma composição do Matisse, linhas de corpos de mulheres estendidas a dormir a sesta, a jogar às cartas, a ouvir musicas de amor, a por a conversa em dia &#8211; os decibéis das suas vozes elevados à capacidade máxima das suas tagarelices agudas e nasaladas, cheias de alegria e liberdade, num intervalo curto das suas vidas, que de outra forma são feitas de servilidades, limpezas e outras rotinas próximas da escravatura moderna.</p>
<p>Quarto barato nesta cidade onde as saídas dos metros dão para centros comerciais, e onde as vertigens surgem de se olhar para cima, encontrou-se no décimo quinto andar de um bloco de apartamentos de nome pomposo – Mirador Mansions . Noutra parte do mundo, o espaço que nos ofereceram como quarto seria utilizado para montar um guarda-fatos &#8211; era tão pequeno que apenas cabia a cama – vimo-nos obrigados a orquestrar uma coreografia bem coordenada na necessidade de coabitação num espaço tão ínfimo (valeu-nos a prática que já levamos das muitas noites passadas na tenda).</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1761" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0170.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1761" alt="IMG_0170" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0170.jpg" width="720" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1760" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0131.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1760" alt="IMG_0131" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0131.jpg" width="720" height="480" /></a></p>
<p>Mas no meio daquela selva de betão, de viadutos, de vidros espelhados, de lojas e gente, há também outra selva &#8211; a verdadeira, que aparece e desaparece por entre os arranha-céus e as encostas inclinadas que impossibilitam a construção. E assim, ao contrário das nossas expectativas, demos connosco a passear no topo dos cerros com vistas para baías recatadas de praias que servem como destino para escapadas urbanas e também para testemunhar que para haver alguma sanidade no progresso é obrigatório preservar recantos naturais.</p>
<p>Aproveitámos a nossa passagem por Hong Kong para encontrar uma máquina fotográfica para o Nuno e comprar “casa” nova. Foram dias vividos no meio das luzes cintilantes da noite, dos arranha céus, no expoente máximo do mundo do consumo, no extremo oposto, da vida que buscamos nesta viagem. Em paisagens como estas, cada vez mais nos sentimos como pontos fora da pintura.</p>
<h2>Esticar os dias, a nossa despedida de Macau com direito a Fado</h2>
<p>Regressámos a Macau, às suas calçadas azuis e brancas, às suas pracetas de bancos verdes sob a sombra de árvores perfumadas, às suas igrejas de interiores guardados por santos, aos céus interrompidos com os perfis megalomaníacos das arquitecturas dos casinos, ao quadriculado de janelas enquadrando ares condicionados ferrugentos, aos becos de iguarias da China, às pontes que ligam as ilhas e que parecem montanhas russas sob o mar, aos nossos amigos e à “nossa” casa. Em Macau tudo nos pareceu estranhamente calmo e familiar &#8211; a nossa pequena aldeia Lusa a Oriente.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1758" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/ceus-macau-2.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1758" alt="ceus macau (2)" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/ceus-macau-2.jpg" width="729" /></a></p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1762" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0629.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1762" alt="IMG_0629" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0629.jpg" width="720" /></a></p>
<p>Entre a chegada do cartão do cidadão e o passaporte do Nuno passou uma semana que se esticou em mais uns dias. O desafio de ficar lançou-se ao ar numa noite bem regada e na manhã seguinte era impossível voltar atrás &#8211; íamos perder um reencontro, dos muitos que esta viagem nos vai proporcionando, com a chegada do Fernando, o amigo de Timor, e o concerto da Mariza, para o qual o Zé Maria já tinha comprado bilhetes. A última noite que passámos juntos, recordo-a como das mais felizes desta viagem, comandada pela voz imperial da Mariza, quando cantou “ó gente da minha terra” e veio a lagrimita da emoção – feita dos contratempos que se reciclam em amizades, dos momentos únicos e da felicidade e o privilégio de poder plantar amigos assim pelo mundo fora.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1763" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0784.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1763" alt="IMG_0784" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/IMG_0784.jpg" width="720" height="480" /></a></p>
<p>Depois os fados foram outros: na mesa redonda forrada a plástico do Cais 22, onde partilhámos pratos com sabores da China de Macau, sentados em cadeiras recuperadas de algum hotel fechado, ali ficámos a debater palermices com um grupo de amigos, conhecidos, viajantes e gente do mundo e a consumir Tsigntaos a penalti (o preço a pagar para quem perdia na rodada do jogo de dados). Depois, sem darmos por isso, a noite fez-se dia e as despedidas inevitáveis. Macau deixava já saudades.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_1753" data-imgid="1756" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/capa-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1756" alt="capa 1" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/09/capa-1.jpg" width="720" height="481" /></a></p>
<p>Regressámos por breves dias a Hong Kong, onde celebrámos mais um aniversário &#8211; o meu trigésimo quinto &#8211; com um piquenique romântico à beira mar com cardápio de sushi e espumante espanhol, que o Nuno organizou em segredo. Na ilha de Lamma, a 30 minutos de Hong Kong, encontrámos um quarto mais espaçoso com vistas para o mar e por ali ficámos à espera do novo visto. De visto na mão e, sem mais contratempos, seguimos de comboio e autocarro de regresso às nossas velhas companheiras que nos levariam até à China do Tibete.</p>
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