<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Globonautas &#187; Indonésia | Globonautas</title>
	<atom:link href="https://globonautas.net/tag/indonesia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://globonautas.net</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 12 Jul 2015 16:28:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.2.38</generator>
	<item>
		<title>Viagem de barco &#8220;Pelni&#8221; na Indonésia</title>
		<link>https://globonautas.net/viagem-de-barco-pelni-na-indonesia/</link>
		<comments>https://globonautas.net/viagem-de-barco-pelni-na-indonesia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2013 06:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[TV Globonautas]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=2221</guid>
		<description><![CDATA[Quando andar de bicicleta é a parte fácil da viagem, aqui fica um pequeno filme dos dias que passámos dentro dos barcos da companhia Indonésia “Pelni” – 8 no total. É uma experiência a não perder(...)]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando andar de bicicleta é a parte fácil da viagem, aqui fica um pequeno filme dos dias que passámos dentro dos barcos da companhia Indonésia “Pelni” – 8 no total. É uma experiência a não perder, sobretudo para quem quer mergulhar de cabeça (literalmente) no que é a vida neste país&#8230;Todos a bordo e boa viagem!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/viagem-de-barco-pelni-na-indonesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indonésia – no Sulawesi, à descoberta dos Tana Toraja</title>
		<link>https://globonautas.net/indonesia-no-sulawesi-a-descoberta-dos-tana-toraja/</link>
		<comments>https://globonautas.net/indonesia-no-sulawesi-a-descoberta-dos-tana-toraja/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Nov 2012 10:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=265</guid>
		<description><![CDATA[Isto não era o passeio dos horrores na feira popular de Lisboa, isto eram caixões reais. Ossadas e restos mortais de gente que teve carne nos ossos há pouco tempo. Isto era a sério, era verdadeiro. Podiam ser os restos dos meus avós usados como atracção turística]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>Cristiano Ronaldo! Bagus, bagus</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_265" data-imgid="267" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ronaldo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-267" alt="ronaldo" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ronaldo.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>&#8211; Hello mister where are you from?<br />
&#8211; Hello! From Portugal.<br />
&#8211; Ah, Portugal! Cristiano Ronaldo! Bagus, bagus (bom, bom)!</p>
<p>Sei muito pouco acerca de futebol e confesso que os jogadores deste desporto não são os desportistas que mais admiro, no entanto, tenho que admirar a função que cumprem como embaixadores do país. Seria tarefa difícil tentar enquadrar Portugal nos conhecimentos geográficos de gente que vive tão distante, sobretudo com o domínio tão limitado que o Nuno e eu temos das línguas locais. Mas às vezes receio que como os futebolistas parecem ser as únicas personalidades pelos quais Portugal é conhecido nestes cantos do planeta que as pessoas imaginem que se trata de um clube de futebol e não de um país propriamente dito.</p>
<p>Versões asiáticas do Cristiano Ronaldo abundam por estes lados, ele é indubitavelmente um ícone que dita as modas e os cortes de cabelo, não sei muito bem se isso é coisa boa ou má. No entanto eu gostava que Portugal fosse conhecido por outras coisas e outras pessoas, já que do nosso pequeno e distante país veio e, continua a vir, gente grande como o Infante Dom Henriques, o Vasco da Gama, o Pedro Alvares Cabral, o Camões, o Santo António, a Amália Rodrigues, a Maria João Pires, o Fernando Pessoa, o Saramago, a Rosa Mota, o Carlos Lopes, a Paula Rego, e podia escrever uma página inteira de nomes que não estaria completa.</p>
<p>E vem também o pastel de nata, o vinho do Porto, o azeite, a cortiça, as melhores sardinhas do mundo, a morcela à moda de Leiria…mas e explicar isto em bahasa indonésio? Por agora, fiquemo-nos então pelo Ronaldo e esperemos que a seguir a ele venha outro tão bom ou melhor, para que em vez de assentimentos não venha um – “e onde raio é que fica isso”?</p>
<p><a data-postid="fsg_post_265" data-imgid="268" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/celebridade.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-268" alt="celebridade" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/celebridade.jpg" width="1024" height="579" /></a></p>
<h2>Famosos em terra alheia</h2>
<p>Os Indonésios são gentes amistosas e simpáticas, embora por vezes pueris, ao ponto de parecerem crianças em corpo de gente grande. Quando se viaja por sítios onde os turistas não poem pé, o que na Indonésia é relativamente fácil, andar nas ruas é possivelmente o mais próximo que estaremos alguma vez do estatuto de celebridade, toda a gente nos cumprimenta, todos querem tirar fotografias nossas com os seus telemóveis, que certamente irão parar ao Facebook.</p>
<p>Das portas e das janelas assumam-se curiosos para nos ver passar. É uma sensação estranha. Parar em qualquer esquina numa rua onde há bancos e cadeiras improvisados para saborear um “kopi “- a melhor descrição desta bebida talvez seja açúcar com café &#8211; é a forma simples de ver a vida passar, de fazer amizades efémeras e aprender mais umas palavras de bahasa Indonesia, que nunca serão as suficientes para propiciar grandes tertúlias mas certamente nos ajudam a criar pontes e a ser motivo de risadas.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_265" data-imgid="269" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/chegada_a_makassar.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-269" alt="chegada_a_makassar" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/chegada_a_makassar.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<h2>Erros de cálculo, encurtam-nos a viagem</h2>
<p>Um erro de cálculo encurtou-nos a estadia na Indonésia, um país que exploraríamos por mais tempo de bom grado. Em Timor tínhamos conseguido um visto de 30 dias, com a possibilidade de o estender por quatro meses. No entanto não nos explicaram que esse mesmo visto era um visto social e como tal teríamos que encontrar alguém que nos patrocinasse cada vez que o desejássemos estender.</p>
<p>Mais simples dito do que feito. Quem é que quer ser responsável por estranhos que não conhece de lado nenhum?- Ninguém, é lógico!</p>
<p>Chegados a Makassar na ilha de Sulawesi, depois da experiência marítima no Tilongkabila, decidimos seguir para Pare-Pare porque sendo uma cidade mais pequena os procedimentos no departamento da emigração seriam mais simples e rápidos e, precisávamos de estender o meu visto. Ou estes foram os nossos cálculos que saíram redondamente errados.</p>
<p>Não encontrámos ninguém que nos quisesse patrocinar. Um patrocinador geralmente materializa-se na forma de uma agência de viagens que esteja habituada a lidar com turistas estrangeiros. E depois de percorrermos as várias agências onde ninguém falava inglês, muito menos estavam familiarizado com o procedimento, desistimos. Estava lida a sentença: restava-nos pouco mais de uma semana no país.</p>
<p>Com opções limitadas pela falta de tempo, agarramos nas mochilas e seguimos rumo às montanhas por quatro dias, para o território dos Tana Toraja.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_265" data-imgid="270" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/momento_indiana_jones.jpg"><img class=" wp-image-270 alignright" alt="momento_indiana_jones" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/momento_indiana_jones.jpg" width="370" /></a></p>
<h2>Momentos “Indiana Jones”</h2>
<p>A vida de um viajante, mais cedo ou mais tarde, acaba por incorporar um ou outro momento Indiana Jones. Embora, sem o espalhafato e a pompa característicos das produções de Hollywood. Um momento Indiana Jones por exemplo um daqueles quando se entra numa caverna escura e nos cai um esqueleto em cima, ou quando o chão se enche de insectos rastejantes que te começam a subir pelas pernas , ou quando ratazanas esfomeados saem por entre as ruinas de uma tribo perdida no meio da selva. Há também o momento em que se tem que comer miolos de macaco quando este ainda está vivo, mas momentos deste tipo como disse, só costumam acontecer na imaginação dos realizadores de Hollywood.</p>
<p>Um momento Indiana Jones para mortais comuns é, por exemplo, dormir num quarto infestado de baratas, ou sair de um restaurante onde se comeu cão sem se saber, ou ter que comer miolos de ovelha ainda na cabeça do animal, com lã e tudo sem ter como recusar sob risco de causar ofensa – esta situação aconteceu-nos na Bolívia. Ou, como nos aconteceu recentemente, o entrar numa caverna escura e claustrofóbica cheia de caixões meio abertos e com ossos por todo lado – verdadeiros, que não nos caíram em cima, mas quase.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_265" data-imgid="271" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/foto_final.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-271" alt="foto_final" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/foto_final.jpg" width="1024" height="579" /></a></p>
<h2>Na terra dos Tana Toraja, os costumes são outros!</h2>
<p>Alugámos uma motoreta por três dias para explorar o território fascinante, embora algo mórbido dos Tana Toraja. Este povo vive nas montanhas do sul de Sulawesi, e ao contrário da maioria do Indonésios, praticam o catolicismo misturado com muito rituais e crenças animista.</p>
<p>Faço a analogia das suas crenças e rituais aos egípcios no tempo dos faraós porque também os Toraja acreditam na vida após a morte e fazem das cerimónias fúnebres um evento social e familiar de grande vulto, onde dependendo da importância do defunto em termos económicos e sociais, se sacrificam um número considerável de búfalos, porcos, galinhas e outros animais. Os convidados são às centenas, desde familiares a vizinhos e, as cerimónias fúnebres duram mais de um ano entre a morte da pessoa e a preparação da sua alma até ao seu descaço final no além.</p>
<p>Nos dias que correm os muitos turistas que visitam a região também fazem parte dos convidados. As agências locais fazem dinheiro a levar visitantes às cerimónias fúnebres. Nós, nas nossas deambulações motorizadas, deparámo-nos com uma luta de búfalos e com uma cerimónia mais modesta, prescindindo, como já é nosso hábito, do bendito guia turístico. Nada como deixar o acaso ser o guia e poupar umas coroas no processo.</p>
<p>Aspectos culturais algo mórbidos de lado, esta não deixa de ser uma zona bonita, mesmo que parte da sua paisagem esteja transformada pelo homem. Entre montanhas e vales férteis de encostas forradas com arrozais, as linhas onduladas que delineiam os seus terraços são esculturas de água, verde e pedra. As tradições deste povo estão bem vivas, o mesmo não se podendo dizer daqueles a quem estas celebram.</p>
<p>Nas faces da montanha onde apenas existe pedra ainda se esculpem tumbas para guardar os defuntos na sua ida para a eternidade. Ao longo das estradas de montanha vão-se vendo também pequenos e grandes jazigos. Em qualquer canto se encontram pequenos cemitérios, é-se relembrado constantemente da nossa mortal condição. Mas, ao contrário das sociedades do mundo ocidental, onde a morte é um tabu, aqui ela é a celebração do que se alcançou em vida, é o assegurar do futuro para as novas gerações, com tudo o que se herda, é o fortificar dos laços familiares e sociais.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/indonesia-no-sulawesi-a-descoberta-dos-tana-toraja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fotos Indonésia</title>
		<link>https://globonautas.net/fotos-indonesia/</link>
		<comments>https://globonautas.net/fotos-indonesia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 15:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=782</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-02/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-02-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-03/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vulcão de Kalimuto, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-04/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-04-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Moni, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-05/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-05-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-06/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-06-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ind-06" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-01/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Perto de Nikiniki, Timor Oeste" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-07/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-07-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aldeia de Wogo, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-08/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-08-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Wogo, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-09/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-09-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Wogo, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-10/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Komodo, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-11/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Komodo, Flores" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-12/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Denpasar, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-13/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kuta, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-14/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ubud, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-15/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ubud, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-16/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ubud, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-17/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-18/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-19/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-19-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vulcão Gunung Agung, Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-20/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-20-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-21/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-23/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-23-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-24/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-24-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Porto de Bima, Sumbawa" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-22/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bali" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-25/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-25-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pelni, Tilong Kabila" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-26/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-26-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pelni Tilong Kabila" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-27/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-27-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tana Toraja, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-28/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-28-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cornos de bufalo adornam as casas dos Tana Toraja, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-29/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-29-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Loko Mata, Batutumonga Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-30/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-30-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tana Toraja, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-31/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-31-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tana Toraja, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-32/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-32-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rantepao, sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-33/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tana Toraja, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-34/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-34-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rantepao, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-35/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rantepao, Sulawesi" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-indonesia/ind-36/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ind-36-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ind-36" /></a>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/fotos-indonesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Itinerário na Indonésia</title>
		<link>https://globonautas.net/itinerario-na-indonesia/</link>
		<comments>https://globonautas.net/itinerario-na-indonesia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2012 16:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[A matemática da viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=391</guid>
		<description><![CDATA[De 07 setembro a 24 de Outubro 2012
940 kms pedalados]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Data de entrada: 7 Julho de 2012</strong></p>
<h2>Estatísticas</h2>
<p>Dias de ciclismo 21<br />
Dias descanso: 27<br />
Kms percorridos: 940<br />
Horas pedaladas: 67h 36m<br />
Km/dia (med): 44.7<br />
Altitude maxima: 1622m<br />
Desnivel acomulado: 12.362m<br />
Altitude/dia (med): 588m<br />
Noites Alojamento gratis: 14<br />
Noites Alojamento pago: 34<br />
Custos/noite (med p/p): € 2.8<br />
Gastos totais ( p/p):€ 13.2<br />
(exclui voos e visas)</p>
<p>Furos: 0</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_391" data-imgid="474" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/9_west_timor.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-474" alt="9_west_timor" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/9_west_timor.jpg" width="948" height="710" /></a></h4>
<h4>Timor Oeste</h4>
<p>D242 Atambua – 57.6 kms<br />
D243 Casa do chefe Gabriel Kono – 70.2 kms<br />
D244 Casa familiar, perto de Nikiniki – 54.9 kms<br />
D245 Soe – 44.9 kms<br />
D246 Familia Joahna Toto, Kui Massi – 71.6 kms<br />
D247 A bordo do ferry Willis – 48.7 km</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_391" data-imgid="475" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/10_flores.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-475" alt="10_flores" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/10_flores.jpg" width="1000" height="362" /></a></h4>
<h4>Flores</h4>
<p>D248 Hotel bem Goan, Maumere<br />
D249 Casa do chefe da aldeia Mauloo – 45.5 kms<br />
D250 Maria guesthouse, moni – 48.9 kms<br />
D251 Parque de estancionamento, Kalimuto – 13.6 kms<br />
D252 Moni – 13.6 kms<br />
D253 Ende – 54.1 kms<br />
D254 Casa do padre, Nangaroro – 40.9 kms<br />
D255 Wisma nusa Bunga, Boawae – 47.4 kms<br />
D256 Aldeia tradicional Wogo – 28.1 kms<br />
D257 Pirgo hotel, Bajawa<br />
D258 (Bus para) labuan Bajo<br />
D259/260 Labuan Bajo (descanso)<br />
D261 (Ferry+bus para) Bima<br />
D262 A bordo do ferry ?????</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_391" data-imgid="476" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/11_bali.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-476" alt="11_bali" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/11_bali.jpg" width="1016" height="748" /></a></h4>
<h4>Bali</h4>
<p>D263 Komala Indah II, Kuta<br />
D264 a D267 Kuta (descanso)<br />
D268 Urip homestay, Ubud – 39.9 kms<br />
D269 a D271 Ubud (descanso)<br />
D272 Casa do Sr Pak Jaka – 31.1 kms<br />
D273 Nana’s Bangalow, Tamansari – 44.8 kms<br />
D274 Tulamben – 26.8 kms<br />
D275 Marco Inn, Padangbai – 54.8 kms<br />
D276 Kuta<br />
D277 Kuta (descanso)<br />
D278 A bordo do Ferry Tilong Kabila<br />
D279 A bordo do Ferry Tilong Kabila</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_391" data-imgid="477" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/12_sulawesi.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-477" alt="12_sulawesi" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/10/12_sulawesi.jpg" width="1000" height="1111" /></a></h4>
<h4>Sulawesi</h4>
<p>D280 Makassar<br />
D281 (bus para) Pare Pare<br />
D282 Pare pare<br />
D283 (bus para) Rantepao<br />
D284 a D286 Rantepao<br />
D287 A bordo do ferry Tidar<br />
D288 A bordo do ferry Tidar<br />
D289 Pulau Nunukan<br />
D290 entrada na Malasia</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/itinerario-na-indonesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indonésia &#8211; &#8220;Cruzeiro&#8221; no Pacífico, versão económica</title>
		<link>https://globonautas.net/indonesia-cruzeiro-no-pacifico-versao-economica/</link>
		<comments>https://globonautas.net/indonesia-cruzeiro-no-pacifico-versao-economica/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 10:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=257</guid>
		<description><![CDATA[Serão refugiados? Será que o país entrou em guerra e não demos conta? Será que houve uma catástrofe súbita? Na feliz ausência de tiros, sangue, choradeira e pânico, percebi que aquele mar de gente estava a subir ao Tilongkabila com a mesma intenção que nós: a de viajar entre ilhas da forma económica]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2><a data-postid="fsg_post_257" data-imgid="258" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni_rede.jpg"><img class=" wp-image-258 alignright" alt="pelni_rede" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni_rede.jpg" width="370" /></a>Três dias inesquecíveis no Pelni de Bali a Makassar</h2>
<p>Comparado com a nossa travessia de barco de Benoa (Bali) a Makassar, a semana de ciclismo em Bali foi coisa de poucos acontecimentos. Aliás, se continuamos neste registo cada vez que apanhamos transportes públicos, o ciclismo por comparação vai ser a parte fácil da viagem.</p>
<p>Confesso que a imagem do “Barco do Amor” me passou pela cabeça quando decidimos apanhar a versão indonésia da companhia Pelni, em direcção a Makassar, a capital de Sulawesi, o nosso próximo destino neste país. Mas o que experienciámos durante três longos dias e duas longas noites, não poderia ter sido mais diferente. Talvez se possa até considerar o aspecto bastante setentónico da embarcação, numa tentativa de a comparar com o “Barco do Amor” mas é aí que qualquer semelhança começa e, termina.</p>
<p>Viajar de barco na Indonésia é incomparável e, qualquer ideia pré concebida que se possa ter sobre travessias marítimas será para sempre alterada. Não sabendo muito bem por onde começar a narrativa desta viagem náutica, começarei pelo princípio que é também a parte onde nos pareceu, pelo menos num contexto indonésio, que não haveria muito para relatar.</p>
<p>Subimos com as bicicletas para o Tilongkabila, um barco relativamente grande. Fizemos o reconhecimento do espaço – nos dois pisos principais havia camas, umas a seguir às outras, tipo dormitório militar; havia também uma sala de cinema, um ou dois “warungs” (restaurantes), quiosques para comprar bebidas e snacks. Para os que quisessem despender umas rupias a mais podiam viajar em primeira classe numa cabine individual; havia também uma mesquita para os devotos.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_257" data-imgid="259" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni_gente.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-259" alt="pelni_gente" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni_gente.jpg" width="1000" height="666" /></a></p>
<h2>Serão refugiados? Será que o país entrou em guerra?</h2>
<p>Não posso precisar o momento concreto em que tudo se alterou de forma irreversível. O Nuno veio despertar-me do torpor em que me encontrava, já a noite tinha caído assinalada com a última reza do dia a soar a alto e bom som dos altifalantes sobre as nossas cabeças.<br />
“Tens que vir ver isto, é inacreditável a quantidade de gente que está a entrar para o navio! Que confusão está no porto. Que loucura!”</p>
<p>Serão refugiados? Será que o país entrou em guerra e não demos conta? Será que houve uma catástrofe súbita? Na feliz ausência de tiros, sangue, choradeira e pânico, percebi que aquele mar de gente estava a subir ao Tilongkabila com a mesma intenção que nós: a de viajar entre ilhas da forma económica. Onde é que esta gente e a mercadoria que traziam ia caber foi a minha primeira preocupação, mas vendo que o chão livre à nossa volta se atapetava de seres e pacotes, olhei para os barcos salva vidas e pensei, se a coisa afunda não é uma questão de se são suficientes, é quantos sobreviveremos depois de nos atropelarmos a tentar escapar? Pondo em hipótese que seriamos menos de metade, com estimativas positivas, haveria barcos suficientes para os sobreviventes. Estava tudo sobre controlo afinal.</p>
<p>Espaço pessoal é conceito que não existe por aqui, e mesmo que existisse, impossível de por em prática dadas as circunstâncias. O número de pessoas transportadas num barco indonésio é ilimitada, é como aqueles concursos de quantos se consegue enfiar dentro de um Mini, só não vale é irem pendurados fora do barco, porque se vai dentro, como e onde quer que seja, então vai bem! Valeram-nos as nossas redes para nos proporcionar a sensação ilusória de espaço e para marcar o nosso território que ninguém ousou ocupar, ainda há vantagens em ser-se estranho em terra alheia, embora um passageiro sonolento se tenha açambarcado do colchão Thermarest do Nuno.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_257" data-imgid="260" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni.jpg"><img class=" wp-image-260 alignleft" alt="pelni" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pelni.jpg" width="370" /></a></p>
<h2>Pelni, onde o impensável é a realidade</h2>
<p>Mas a verdade é que se partilhar um espaço tão confinado com milhares de estranhos é algo que testa a tua capacidade de adaptação até aos limites, então o que dizer de quando se é forçado a partilhar um espaço ainda mais confinado como uma casa de banho? A ideia de festival vem à cabeça, mas isto é outra coisa, estás sóbrio!</p>
<p>Comecemos pelo pesadelo logístico que era chegar às casas de banho (as mais próximas estavam localizadas dois pisos abaixo do piso onde nos encontrávamos). Procrastinava-se a ida à casa-de-banho até ao último minuto (um erro, mas enfim). Enfrentava-se o mar de gente, fazendo grandes esforços para não se pisarem as pernas, os braços, as cabeças e os troncos dos demais viajantes, isto tudo com o suave balançar do navio.</p>
<p>De seguida entrava-se na embarcação onde o cheiro, o fumo do tabaco e o calor eram estonteantes. Percorria-se o labirinto de corredores e escadas onde estavam aglomerado mais um sem número de viajantes e onde, no pouco espaço que sobrava se vendiam todo o tipo de bens, vivos e mortos, os mais notáveis sendo galinhas, os mais odoríferos – os inúmeros sacos de cebolas e alhos que depois de umas horas dentro do navio estavam já meios cozinhados e a libertar os odores correspondentes.</p>
<p>Mas abrir a porta da casa de banho, ó isso era por si só uma experiência daquelas em que se saía fora do corpo. Pelo menos era essa a vontade &#8211; dizer ao corpo para ir lá fazer as suas necessidades sozinho e deixar a alma cá fora à espera para não ter que se sentir o calor pegajoso e o cheiro que dali saiam. Ultrapassados todos estes desafios, entrava-se na dita casa de banho onde havia compartimentos para duche, e dois ou três para aliviar as necessidades sólidas e líquidas, uns ao lado dos outros. As sanitas eram daquelas em que a pessoa tinha que se agachar, mas as deste navio em particular obrigavam a pessoa a trepar a uma espécie de plataforma metálica com duas superfícies onde se encaixavam os pés.</p>
<p>Na minha primeira ida à casa de banho aprendi um facto interessante: os pés são a parte menos importante do corpo. Como é que se explica o que vi – a senhora que ia à minha frente tirou os chinelos e deixou-os à porta para se aliviar descalça na dita plataforma de agache, que sabe quem a visitou, que estava suja. Eu se tivesse umas galochas para ir à pesca era o que tinha utilizado. Mas a senhora não estava minimamente preocupada com possíveis micoses ou tão puri simplesmente em pisar a porcaria dos outros. Quando me reencontrei com o Nuno e partilhei o ocorrido, ele contou-me a experiência dele, que era ainda mais bizarra.<br />
“ Isso não é nada. Na casa de banho dos homens chegou lá um tipo que não lhe apeteceu esperar e mijou ali mesmo no canto à nossa frente e foi-se embora como se fosse a coisa mais normal do mundo. E havia uns quantos homens descalços!”</p>
<p>Na manhã do segundo dia decidi tomar um duche. Chego à casa de banho, passado o mar de gente, o cheiro e o calor dos corredores. O chão já tinha uma camada fina de água que parecia uma mini piscina de ondas a ir e vir à medida que o barco balançava. Pus-me no canto em bicos dos pés à espera que a senhora que estava a tomar banho terminasse e a tentar evitar que aquela água não me tocasse, dado que estava de chinelos.</p>
<p>Entretanto chega uma mulher com uma criança nos braços, mete-a no chão e ali mesmo para o chão sai um esguicho de vómito vindo da boca da criança. A criancinha, devo acrescentar, foi poisada sobre a água descalça, mas isso já não constituiu surpresa. Eu fiquei o tempo restante até ser a minha vez de entrar no duche a olhar a poça de vomitado a viajar chão acima e chão abaixo e, tentando evitar que a mesma me chegasse perto dos pés.</p>
<p>Chegada a minha vez de entrar para o chuveiro, que passou a minha inspecção pouco meticulosa, tomei um duche o mais rápido possível com a sensação de que alguém fazia um real número oito no cubículo do lado, cheirava bastante mal. Estou eu a limpar o corpo quando olho para o meu lado direito e os meus olhos se deparam com O real numero oito, agachado num dos cantos. Era daí que provinha o mau cheiro. Raios partissem, este pessoal ou era seriamente alternativo (leia-se porco) ou então, disléxico. Saí dali a sentir que o duche tinha sido um desperdício de tempo. Agora para além de uma micose causada por vómito alheio, corria também o risco de apanhar cólera, ou coisa pior.</p>
<p>Na minha última ida à casa de banho abri o cubículo das necessidades e deparei-me com um puto a tomar banho em cima da sanita de agache usando a mangueira que serve de autoclismo, como chuveiro. Esperei que a criança saísse da retrete e desfrutei o facto de pelo menos poder usar o compartimento a cheirar a champô em vez de dejectos humanos.</p>
<p>Na sua última ida à casa de banho o Nuno contou que tinha visto dois homens nus a tomarem duche juntos. Os standards do aceitável reduziram consideravelmente nestes três dias de viagem, se de vez em quando nos caía lixo ou beatas de cigarro em cima ou se escapássemos por poucos centímetros a escarretas voadoras já tudo ganhava uma normalidade aceitável.</p>
<p>Quando finalmente conseguimos remover-nos e às bicicletas do navio, parecia que tínhamos saído do purgatório. Estávamos a ser julgados pelo pecado de sermos forretas e, como os milhares de indonésios com recursos limitados, nos sujeitarmos às formas pouco confortáveis e desumanas que existem no mundo para transportar pessoas. Mas sobretudo por sentirmos de forma tão marcante o facto de termos nascido no seio de uma sociedade onde o que é tabu, o que é higiénico, o que é aceitável, é consideravelmente diferente.</p>
<p>O engraçado de tudo isto é que em menos de uma semana regressaremos para mais, desta vez de Pare-Pare a Nunukan, noutra ilha indonésia, Kalimatan no Borneo Indonésio. Confesso que saber que vou ter de passar mais três dias dentro de um navio indonésio me causa alguma ansiedade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/indonesia-cruzeiro-no-pacifico-versao-economica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indonésia – Bali, uma ilha à parte</title>
		<link>https://globonautas.net/indonesia-bali-uma-ilha-a-parte/</link>
		<comments>https://globonautas.net/indonesia-bali-uma-ilha-a-parte/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Oct 2012 10:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://globonautas.net/?p=246</guid>
		<description><![CDATA[Relaxa, respira fundo, dá ao pedal, e deixa-te ir, se ainda não estás esparrameirada no chão com uma mota em cima, então o que quer que estejas a fazer está bem feito, é só repetir e entrar na onda Zen, com que todos em Bali parecem levar a vida, sobretudo aqueles sobre rodas. Eis o meu novo mantra e o meu lema de vida para os próximos meses
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: left;">Despertares, o pesadelo que é a realidade</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_246" data-imgid="248" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/bali_praia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-248" alt="bali_praia" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/bali_praia.jpg" width="1000" height="667" /></a></p>
<p><span style="font-size: 13px;">Acorda, acorda, isto é um pesadelo. Scooters, carros, pessoas, animais em todos os sentidos, dentro de mão, fora de mão. Buzinadelas, fumo de escape, cheiro a incenso, flores nos templos, casas que são templos, ruas estreitíssimas, oferendas nos passeios, lojas, e mais scooters, carros, pessoas animais, indo e vindo. Uma balbúrdia de veículos e seres. No meio, nós e as nossas bicicletas carregadas, tentando seguir uma lógica irracional como notas fora da pauta, só queríamos sair daquele caos e seguir, mas aquele caos era a rota. Tinha que acordar. Quando abrisse os olhos estaria na minha cama numa casa de hóspedes balinesa serena, daquelas rodeadas por estátuas de deuses hindus, jardins de paraíso…</span></p>
<p>Não, não era um sonho, e não, não ia acordar, já estava acordada. As palavras animadoras do Nuno dizendo que me habituasse porque estava na Ásia e que haveria disto e bem pior, confirmavam um facto irrevogável: ia ter que aprender a lidar com aquilo que possivelmente mais odeio em cicloturismo – trânsito caótico e, tinha que o fazer bem rápido.</p>
<p>A primeira meia hora de regresso à estrada em cima da bicicleta foi assustadora, sentia-me uma completa maçarica, só me faltava abanar a bicicleta tipo vara verde…pronto, confesso, fi-lo, quando do meu lado esquerdo veio uma moto em contra mão e no direito outra a ultrapassar, no meio – eu &#8211; desejando que um milagre acontecesse e a minha bicicleta ganhasse asas para não ser ensanduichada de forma tão ingloriosa. Mas coubemos todos no mesmo espaço reduto de estrada e fui relutantemente relaxando, ganhando confiança e percebendo que afinal até havia uma certa harmonia e lógica por detrás daquela desordem aparente.</p>
<p>Relaxa, respira fundo, dá ao pedal, e deixa-te ir, se ainda não estás esparrameirada no chão com uma mota em cima, então o que quer que estejas a fazer está bem feito, é só repetir e entrar na onda Zen, com que todos em Bali parecem levar a vida, sobretudo aqueles sobre rodas. Eis o meu novo mantra e o meu lema de vida para os próximos meses.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_246" data-imgid="249" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pesadelo.jpg"><img class=" wp-image-249 alignright" alt="pesadelo" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/pesadelo.jpg" width="400" /></a></p>
<h2>Choques culturais, choques civilizacionais</h2>
<p>Ultrapassado o choque cultural, que foi grande, estava pronta a abraçar mais um país nesta nossa ciclodisseia – a Indonésia. Quando se voa de um sítio para o outro, sempre o é. Sair ao meio da tarde em Dili e aterrar ao fim dela em Bali, é como uma viagem no tempo e no espaço, para um planeta diferente.</p>
<p>Estas duas cidades que num passado não tão distante já partilharam o país, são tão desiguais, como são as religiões que nelas se pratica: cristianismo versus hinduísmo; grau de desenvolvimento económico: economia de subsistência num dos países mais pobres do Sudoeste Asiático versus economia de país emergente; densidade populacional: 70 habitantes por quilómetro quadrado versus 500 sem contar com os 2.5 milhões de turistas que visitam Bali por ano.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_246" data-imgid="250" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/reencontro_jimu.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-250" alt="reencontro_jimu" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/reencontro_jimu.jpg" width="1000" height="666" /></a></p>
<h2>Dois reencontros: um esperado e outro não</h2>
<p>E o &#8220;até já&#8221; foi mesmo &#8220;até já&#8221;. O mesito em que o Nuno e eu passámos separados voou, parecia que tínhamos acabado de nos abraçar na despedida em Baucau já nos estávamos a abraçar no nosso reencontro em Bali e a planear pedaladas, rotas como se o tempo não tivesse passado. Tão bom estar de volta nos braços do meu mestre caracoletas e no lombo da minha fiel burrica.</p>
<p>E Bali é propício a reencontros, sejam eles românticos, ou apenas bizarras coincidências. Depois de passarmos 4 dias em Kuta, o famoso centro turístico da ilha, onde resorts de luxo, alojamento barato, templos hindus, surfistas incipientes, discotecas megalómanas, spa´s relaxantes, putas que publicitam os seus serviços sentadas nas suas lambretas voadoras, coexistem. Partimos para o segundo centro turístico da ilha, Ubud, que é também o seu centro cultural.</p>
<p>Os 40 kms que separam estas duas cidades são unidas pelo trânsito que já descrevi e pelos estúdios, lojas, workshops e afins, de artistas balineses. Como se não fosse desafio suficiente ter que pedalar no meio de veículos em contramão um novo desafio surge, que é o de pedalar rodeado por objectos lindos, que te fazem sonhar que és um milionário esbanjador que compra uma casa só para a poder decorar com os artefactos em exposição pela estrada fora.</p>
<p>O povo Balinês tem criatividade inscrito no seu ADN e arte está em todo o lado revelando-se nos mais pequenos detalhes, desde os tabuleiros elaborados com folhas de palmeira recheados com flores de acácia, biscoitos, arroz, cigarros, rebuçados e espalhados pelos passeios, á frente das portas das casas e das lojas, dos templos, das escadarias, como ofertas aos deuses; às esculturas intrincadas de velhos troncos de árvore ou de pedras colossais com expressões de budas serenos, os quadros com mulheres etéreas ou cenas de arrozais e vida quotidianas da ilha; às inúmeras formas de dança e marionetas, que aproveitámos para ver; a arquitectura das casas que nunca se chega muito bem a perceber se são casas ou templos; a atenção ao detalhe onde parece que qualquer necessidade utilitária é usada como desculpa para criar algo belo.</p>
<p>Mas voltando ao assunto dos encontros e reencontros, em Ubud encontrámos o Nick Cave a atravessar a rua, vinha na nossa direcção e a sensação de familiaridade foi tal que tivemos que conter o impulso de o ir cumprimentar e perguntar como estava, como ia a vida, a mulher e os filhos e essas coisas. O Nick Cave &#8211; nem mais &#8211; o homem dos Bad Seeds a atravessar a mesma rua que nós em Bali.</p>
<p>E mais surpreendente foi encontrar o Jimu, o nosso amigo Novo Zelandês que alojámos em Londres há 3 anos atrás. O mesmo que voltámos a encontrar na Nova Zelândia em Fevereiro deste ano, e que por uma alegre coincidência, voltamos inesperadamente a ver aqui em Ubud. Ela há coisas do diabo, ou melhor, ele há coisas de Bali, só pode!</p>
<p><a data-postid="fsg_post_246" data-imgid="251" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/vulcao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-251" alt="vulcao" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/vulcao.jpg" width="1000" height="750" /></a></p>
<h2>Vamos embora daqui, que já nos enganaram…</h2>
<p>O ciclismo recomeçou depois de passarmos 4 dias culturais em Ubud. Voltar ao selim de uma bicicleta depois de quase um mês e meio de ausência e, depois de uma festa de rua regada com muita cerveja e por uma banda reggae local surpreendentemente boa, só podia resultar numa coisa: pedaladas dolorosas. Se a estes factores acrescentarmos 40 graus de temperatura com muita humidade e uma subida que durou o dia todo, então essas pedaladas tornam-se mesmo muito dolorosas.</p>
<p>Bali tem gente e casas por todo o lado, dá a sensação que se pedala por uma aldeia infinita, mas quanto mais se viaja para Norte mais as lojas de souvenirs e objectos turísticos vão sendo substituídas por mercearias, negócios locais, oficinas, pequenos templos e a paisagem torna-se mais seca. Sem o escrutínio do olhar estrangeiro as casas deixam de ter os rococós rendilhados da arquitectura hindu e passam a ser mais modestas. O lixo reaparece como que a compensar as ausências decorativas.</p>
<p>Quando chegámos a Penelokan na região de Kintamani ao fim do dia, uma aldeia turística com vistas sobre o Lago Batur dentro da cratera do vulcão com o mesmo nome (Gunung Batur), pernoitámos em casa de uma família que nos havia encontrado na estrada.</p>
<p>Como o homem disse que era ciclista não desconfiámos das suas intenções que nos pareceram genuínas. No entanto, quando chegámos à sua casa e, depois de termos sido levados aos nossos aposentos, apareceu um sobrinho, que era guia e se não queríamos subir ao vulcão que ele nos fazia um preço especial, veio também a prima que tinha um restaurante e que nos cozinhava comida barata e, a nossa anfitriã com um sorriso amarelo, sugeriu-nos que fizéssemos uma doação pela nossa estadia.</p>
<p>Que esquema! O homem que era ciclista nada, não apareceu. Cansados e sem vontade de voltar a subir os dois quilómetros até à aldeia à procura de quarto, decidimos ficar, mas boicotámos qualquer tentativa de negócio familiar e saímos com o nascer do sol no dia seguinte. Bem-vindos a Bali!</p>
<p>Fiquemo-nos com os sorrisos, que é das poucas coisas que te oferecem com abundância e sem esperarem as tuas rupias em troca.</p>
<p>Voltámos a descer as montanhas até à costa nordeste, onde pedalámos ao lado de praias de pedras negras, mar tranquilo e uma ou outra povoação mais turística. Com a volta dada, regressámos à costa sul passando por arrozais e quilómetros e quilómetros de resorts desenxabidos e trânsito caótico a tempo de apanhar o barco rumo a Sulawesi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://globonautas.net/indonesia-bali-uma-ilha-a-parte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
