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	<title>Globonautas &#187; Malásia | Globonautas</title>
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		<title>Malásia &#8211; na Penang dos sentidos</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 11:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Malásia]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontra-se um pouco de tudo, comida de todas as partes em versão original ou reinventada e invariavelmente deliciosa. O desafio é ter espaço na barriga para conseguir enfiar tanto mundo lá dentro. Mas com tanta comida o que não contávamos nesta “volta ao mundo” foi regressar a casa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>Algumas coisas são boas assim mesmo, sem mudar</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_283" data-imgid="285" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/penang_capa.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-285" alt="penang_capa" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/penang_capa.jpg" width="961" height="653" /></a></p>
<p>É engraçado como se dá tanta importância à mudança. No entanto há muita coisa que é boa assim mesmo – sem mudar. Há três anos atrás, numas férias, no intervalo das nossas ciclovagabundagens pelo mundo, quando, como gente crescida, tínhamos trabalhos, contas para pagar e uma rotina, agarrámos nas mochilas e fomos três semanas para a Malásia.</p>
<p>Georgetown, na ilha Estado de Penang ficou-nos na memória como um sitio com um pouco de tudo que faz a Ásia ser a Ásia – a Ásia colonial; a Ásia chinesa; a Ásia Indiana.; a Ásia Muçulmana; a Ásia Budista; a Ásia Cristã, a Ásia Hindu e com um outro tanto da Ásia da comida dos sabores exóticos, das pessoas de toda a parte, dos vendedores ambulantes, da comida de rua, dos riqueshaws, dos turistas…</p>
<p>Chegámos ao aeroporto de Kota Kinabalu, a capital do Bornéu da Malásia, montados nas bikes às seis da manhã. Íamos metê-las no avião assim mesmo, sem caixa, sem protecção, sem nada. O Nuno dizia que a companhia (a Air Asia) deixava e que era melhor porque quem a transportasse veria que eram bicicletas e teria mais cuidado. Eu dizia que está bem mas vão-se estragar na mesma, vais ver, sem protecção é sempre pior. Começo a odiar andar com a minha bike em qualquer forma de transporte público.</p>
<p>Na primeira subida, já chegados a Penang, trac, trac, trac, trac, as mudanças mais leves não entraram, tive que subir com a mudança mais pesada. Desta vez foi o desviador que levou uma pancada e estava tudo desafinado na orquestra da minha pedaleira. Depois do cansaço proporcionado por um voo madrugador, a bicicleta desafinada e cheia de ruídos novos, as vias rápidas e os condutores impacientes, nas cidades grandes todos têm pressa e ninguém cede a vez, estava assumidamente, e com direito, rabugenta.</p>
<p>Não nos lembrávamos que Georgetown fosse tão grande e tão desenvolvida. Como as coisas mudam em tão pouco tempo. Não, não mudam. Nós é que nos esquecemos que o centro histórico estava …no centro, que por sua vez estava rodeado por prédios altos, centros comerciais e estradas congestionadas. Atravessada esta barreira, a “nossa” Georgetown, tal e qual como a tínhamos deixado há três anos atrás, reapareceu. Aliás, melhor até do que a imagem com que a tínhamos na memória. O plano de passar dois dias, os dias de fazer o visto para a Tailândia, esticou-se como um elástico. Ficámos cinco.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_283" data-imgid="286" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ai_goh.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-286" alt="ai_goh" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/ai_goh.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<h2>Viajar no tempo e nas memórias</h2>
<p>Chegar ao centro histórico da cidade com as bicicletas carregadas em vez de uma mochila às costas e percorrer as ruelas dos templos chineses, dos mercados de rua, das lojas desarrumadas que servem de casa e montra, das bancadas de comida, dos rickshaws, da arquitectura colonial, da arquitectura chinesa, das casas de madeira, teve outra pinta. É inegável que os sítios nos “sabem” sempre melhor quando os conquistamos com o esforço dos nossos glúteos, parece que lhes temos mais direito, que fazemos mais parte deles. É estranho explicar.</p>
<p>Encontrámos uma autêntica pérola de hotel de arquitectura colonial pertencente a uma família chinesa – o Ai Goh, num beco tranquilo, mesmo no centro da cidade antiga .</p>
<p>Assim que entrei fui automaticamente transportada à casa da minha avó Maria, e tudo o que me transporta à casa da minha avó Maria, como o cheiro a madeira antiga encerada, as tábuas do chão a ranger, o conjunto de chá de porcelana chinesa e copos de vidro antigo dentro da cristaleira, a luz das janelas que iluminam detalhes de uma certa forma e obscurecem outros, é-me impossível resistir sobretudo porque a casa e a minha avó já cá não estão.</p>
<p>O Nuno também gostou do allure decadente do sítio e ficámos. Era perfeito para o descanso dos nossos corpos, perfeito para o nosso orçamento limitado, perfeito para explorar o centro da cidade que voltámos a calcorrear com entusiamo infantil.</p>
<p>– Xi, lembras-te daquela casa? – Sim, está igualzinha. – Olha aquele templo, e os riqueshaws, e aquela loja…e aquele vendedor ambulante, olha o hostal onde ficámos da outra vez; Era tudo o mesmo mas era como se sentíssemos tudo pela primeira vez.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_283" data-imgid="287" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/frango.jpg"><img class=" wp-image-287 alignright" alt="frango" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/frango.jpg" width="370" /></a></p>
<h2>Volta ao mundo dos sabores, com regresso a casa incluído</h2>
<p>Mas o ponto alto de Georgetown foi o de poder voltar a dar a volta ao mundo através dos sabores da comida dos vendedores de rua e dos mercados. Esta cidade parece viver em função de um dos actos mais intrínsecos à condição humana, o de comer. E já dizia o ditado que quando em Roma… Encontra-se um pouco de tudo, comida de todas as partes em versão original ou reinventada e invariavelmente deliciosa. O desafio é ter espaço na barriga para conseguir enfiar tanto mundo lá dentro. Mas com tanta comida o que não contávamos nesta “volta ao mundo” foi regressar a casa.</p>
<p>Na primeira noite fomos ao Red Garden Night Food Market ansiosos por voltar a por os dentes no melhor e mais barato sushi que possivelmente se encontra neste lado do mundo. O Red Garden é um mercado frequentado por turistas, tem um palco com entretenimento e tudo, com um senhor asiático com chapéu àcowboy a tocar órgão e várias moças de género sexual bipolar a revezarem entre si para cantar os hits da Adele, do Gagnam style e outras músicas que não sei se são hits ou não, mas que são aqui das Ásias.</p>
<p>Já com a segunda garrafa de Tiger aviada e no segundo prato de sashimi, olho na direcção oposta e parece-me conseguir distinguir as cores da bandeira de Portugal no logotipo de um dos tascos do mercado. Pergunto ao Nuno se ele consegue ver, o que foi estúpido da minha parte, já que ele usa óculos e vê pior ao longe do que eu. Levantei-me intrigada e fui averiguar. E não é que era mesmo. Pito’s a servir frango no churrasco, bifanas, espetadas e outras iguarias Lusas. Fantástico!</p>
<p>O pessoal que estava sentado em frente do tasco viu que eu tinha pinta de tuga e meteram conversa. Eram os donos. Conversa vai, conversa vem, que afinal não se encontram conterrâneos por estas paragens com frequência, marcámos encontro para o jantar da noite seguinte. Duas ou três cervejas e um frango grelhado depois já parecia que conhecíamos o Ricardo (um dos donos), o Rodolfo (o jovem filho do dono), o Luís (o cozinheiro) e a Vicky (a outra dona, sócia e companheira de Ricardo) há uns bons tempos.</p>
<p>Estavam por aquelas paragens, que há uns seculos atrás recebeu outro tipo de empreendedores Portugueses: os navegadores e os comerciantes, com outros projectos, mas que trazer os sabores lusitanos, que reflectem algo da nossa cultura, era algo que queriam explorar e, dependendo do sucesso do Pito’s, quem sabe, um restaurante de luxo com fado e tudo. Esperemos que sim e, se algum dia regressarmos a Penang, fica o reencontro marcado no Pito´s – o melhor frango Piripiri de Georgetown.</p>
<p>Vistos para a Tailândia nas mãos, barriga cheia, enfiamo-nos a nós e às bikes num barco rápido que mais parecia uma arca congeladora com o ar condicionado no máximo e rumámos a Langkawi, uma ilha no mar de Andaman ainda pertencente à Malásia. Langkawi é uma espécie de Algarve onde as melhores praias ou estão cheias de gente a passear em bananas de borracha amarela, ou em motos de água ruidosas, ou simplesmente a pontear o amarelo dos areais com as cores dos seus fatos de banho ou dos seus hijabs, conforme a crença e o pudor; ou pertencem a cadeias de hotéis de luxo internacionais de uso exclusivo.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_283" data-imgid="288" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/langkawi.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-288" alt="langkawi" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/langkawi.jpg" width="1024" height="551" /></a></p>
<h2>Dar a volta à ilha &#8211; Langkawi</h2>
<p>Vistos para a Tailândia nas mãos, barriga cheia, enfiamo-nos a nós e às bikes num barco rápido que mais parecia uma arca congeladora com o ar condicionado no máximo e rumámos a Langkawi, uma ilha no mar de Andaman ainda pertencente à Malásia.</p>
<p>Langkawi é uma espécie de Algarve onde as melhores praias ou estão cheias de gente a passear em bananas de borracha amarela, ou em motos de água ruidosas, ou simplesmente a pontear o amarelo dos areais com as cores dos seus fatos de banho ou dos seus hijabs, conforme a crença e o pudor.</p>
<p>Ainda assim nos 87 kms que pedalámos na ilha conseguimos acesso a uma das praias de um resort, que estava vazia. Da serenidade e do estado quase deserto das suas areias avistámos os penhascos de calcário, os guardiães do Andaman que se vêem por toda a parte nestes mares.</p>
<p>À noite acampámos gratuitamente numa outra praia – Pasir Tengkorak – habitada por macacos estúpidos que nos furaram o saco Ortlieb que usamos para carregar água, parecia um fontanário.</p>
<p>Na tentativa de competirmos com a localização idílica dos bungalows dos resorts de luxo, pusemos a tenda na areia enquadrada por uma árvore torcida e o mar em frente. Acordámos a meio da noite com a tenda a menos de um palmo das ondas e tivemos que mudar acampamento às quatro e meia da manhã.</p>
<p>O que é que nos faltaria acontecer para completar a nossa estadia de luxo naquela praia exclusiva? Ser acordados por uma família numerosa e ruidosa às seis e meia da manhã? Ou um altifalante de um grupo matinal de desportistas? Pois, a facilidades com que os desejos se tornam realidade. Foi exactamente o que nos aconteceu. Em ilha cheia, não há descanço.</p>
<p>Estava a volta dada à ilha, sentimos que tínhamos visto o que tínhamos para ver. Deixávamos a Malásia para trás. Mais um país, ou no nosso caso…menos um, para pedalar.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_283" data-imgid="289" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/koh_tarutao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-289" alt="koh_tarutao" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/koh_tarutao.jpg" width="805" height="520" /></a></p>
<h2>Rumo à Tailândia</h2>
<p>Partimos em mais um barco, rumo à Tailândia. Duas horas e meia depois chegámos a Satun, no Sul, onde o oficial da emigração nos desejou uma boa estadia. Isto começava bem .</p>
<p>Depois do primeiro dia a pedalar e perceber que as bermas largas das estradas estavam para ficar, que as pessoas eram simpáticas e a comida boa, as dificuldades do cicloturismo pareciam coisas distantes do passado que tinham ocorrido noutra vida!</p>
<p>Rumámos a Koh Tarutao, uma ilha, Parque Natural, onde deixámos as bicicletas, para três semanas de férias com a mãe e sogra Elizabete. De mochila às costas íamos ver outra Tailândia, ter um Natal tropical em família, ou quase e, depois, regressar às bikes para atravessar o país e seguir. Rumo lento a Portugal.</p>
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		<title>Fotos Malásia</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2012 16:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Malásia]]></category>

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<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-01/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mabul, Parque Nacional de Sipadan" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-02/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-02-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mabul, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-03/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-04/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-04-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mabul, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-05/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-05-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O reencontro dos primos em Semporna, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-06/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-06-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ilha de Mabul, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-07/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-07-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ilha de Mabul" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-08/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-08-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ilha de Mabul, Sabah" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-09/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-09-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A outra realidade de Mabul..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-10/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tawau, Sabah" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-11/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Semporna, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-12/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A outra realidade do Bornéu..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-13/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Brooks, a poltrona do cicloturista ..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-14/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pensas que o Bornéu é acerca de selva luxuriante?" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-15/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-16/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pedalar na época das chuvas..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-17/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Paragem de autocarros à beira da estrada, Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-18/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Parque Nacional de Tawau Hills" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-19/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-19-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Parque Nacional de Tawau Hills" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-20/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-20-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-21/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Finalmente um pouco de selva..." /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-22/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Provincia de Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-23/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-23-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Familia Ákila, Merotai, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-24/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-24-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-25/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-25-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-26/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-26-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-27/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-27-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-28/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-28-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Provincia de Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-29/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-29-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-30/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-30-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-31/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-31-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sabah, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-32/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-32-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-33/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kota Kinabalu, Bornéu" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-34/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-34-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-35/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-36/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-36-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-37/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-37-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-38/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-38-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-39/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-39-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-40/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-40-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="George Town, Penang" /></a>
<a href='https://globonautas.net/fotos-malasia/mal-41/'><img width="150" height="150" src="https://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mal-41-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pasir Tengkorak, Langkawi" /></a>

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		<title>Itinerário na Malásia</title>
		<link>https://globonautas.net/itinerario-na-malasia/</link>
		<comments>https://globonautas.net/itinerario-na-malasia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2012 16:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[A matemática da viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Malásia]]></category>

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		<description><![CDATA[De 25 de Outubro a 01 de Dezembro 2012
767 kms pedalados]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Data de entrada: 25 Outubro 2012</strong></p>
<h2>Estatísticas</h2>
<p>Dias de ciclismo: 15<br />
Dias descanso: 23<br />
Kms pedalados: 767<br />
Horas pedaladas: 59h 15m<br />
Km/dia (med): 51.1<br />
Altitude maxima: 1698m<br />
Desnivel acomulado: 8739m<br />
Altitude/dia (med):582m<br />
Noites alojamento gratis: 6<br />
Noites alojamento pago: 32<br />
Custos/noite (med p/p): € 3.1<br />
Custos totais diários (p/p): € 13.6<br />
(exclui voos)</p>
<p>Furos: 0</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_399" data-imgid="480" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/12/14_borneo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-480" alt="14_borneo" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/12/14_borneo.jpg" width="1056" height="751" /></a></h4>
<h4>Bornéu</h4>
<p>D290 Tawau<br />
D291 a D301 Tawau<br />
D302 Algures numa plantação de palmeiras – 66.5 kms<br />
D303 Semporna – 45.1 kms<br />
D304 Semporna (descanso)<br />
D305 Barco para Mabul<br />
D306 Mabul (descanso)<br />
D307 Barco para Semporna<br />
D308 Bus para Tawau<br />
D309 Nascentes de enxofre Tawau hills NP – 21.4 kms<br />
D310 Família Ákila, Merotai – 29.9 kms<br />
D311 Nas redes numa plantação de palmeiras – 40.6 kms<br />
D312 Algures na selva – 69.1 kms<br />
D313 (perto de) Maliau Basin NP – 36.6 kms<br />
D314 Batu Punggul coperasi resort – 45.8 kms<br />
D315 (perto do hospital) Nabawan – 70.4 kms<br />
D316 Ria hotel, Kenningau – 70.3 kms<br />
D317 Kenningau (descanso)<br />
D318 Tabunan – 51.5 kms<br />
D319 Legent hotel, Kota Kinabalu – 85.2 kms<br />
D320/D321/D322 Kota Kinabalu (descanso)<br />
D323 Voo para Penang</p>
<h4><a data-postid="fsg_post_399" data-imgid="483" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/12/15_langkawi_penang.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-483" alt="15_langkawi_penang" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2012/12/15_langkawi_penang.jpg" width="720" height="903" /></a></h4>
<h4>Penang e Langkawi</h4>
<p>D324/D325 Penang (descanso)<br />
D326 Pasir Tengkorak, Langkawi – 53.7 kms<br />
D327 Gecko guesthouse, cenang – 29.1 kms<br />
D328 ferry para a Tailândia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Malásia – Bornéu, em busca da selva perdida</title>
		<link>https://globonautas.net/malasia-borneu-em-busca-da-selva-perdida/</link>
		<comments>https://globonautas.net/malasia-borneu-em-busca-da-selva-perdida/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2012 11:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joana Oliveira &#38; Nuno Pedrosa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Malásia]]></category>

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		<description><![CDATA[As árvores que reapareceram novamente propiciando uma sombra bem-vinda. E as curvas e contra curvas exibindo o vale com as casas pequeninas e a muralha distante de colinas e mais colinas. No topo, vesti o casaco de chuva para me proteger do vento e do frio. Fazia frio, não me lembrava da última vez que tinha sentido frio, ou de ter gostado de o ter sentido.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>Sobre a simplicidade da vida</h2>
<p><a data-postid="fsg_post_274" data-imgid="276" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/malasia_sobe_e_desec.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-276" alt="malasia_sobe_e_desec" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/malasia_sobe_e_desec.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>A vida seria bem mais simples se conseguíssemos ver coisas boas onde elas parecem não existir. O termómetro do conta-quilómetros assinalava 42C, não era uma questão de estar calor. Estava. E muito. Também não era uma questão de estar a ser difícil. Estava. Estrada com sobe e desce; estrada sem margens; estrada com muito pouca coisa de interesse para olhar; estrada com camiões carregados de troncos de árvores que um dia cobriam uma das áreas de selva mais vastas do planeta.</p>
<p>Nos primeiros dias, não havia mesmo nada para dar ânimo e motivação ao sobe e desce constante das estradas de Sabah. O ciclismo aqui foi uma luta constante entre as imagens e as ideias pré-concebidas de um destino remoto, da selva impenetrável, de aventura, e o lidar com a decepção de se perceber que na realidade já chegámos tarde, pelo menos no que se observa da varanda do alcatrão. Esse Bornéu remoto de selvas e aventura parece ser apenas acessível aos turistas endinheirados que se podem dar ao luxo de pagar tours exclusivos aos sítios recônditos onde o “progresso” ainda não chegou.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_274" data-imgid="277" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/tiago_e_duarte.jpg"><img class=" wp-image-277 alignright" alt="tiago_e_duarte" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/tiago_e_duarte.jpg" width="370" /></a></p>
<h2>Ao encontro do Tiago e do Duarte</h2>
<p>Mas o nosso desvio até ao Bornéu da Malásia proporcionou-nos um reencontro com o Tiago e o Duarte na sua escapada do frio nórdico Finlandês, onde vivem e onde trabalham. Uma chegada ansiada, não tanto por sabermos que as malas deles vinham cheias de encomendas esperadas e prendas inesperadas, mas porque quase depois de um ano de viagem íamos finalmente rever família e amigos família (o Tiago é primo do Nuno e o Duarte é cunhado do Tiago).</p>
<p>Entre as encomendas esperadas, o novíssimo selim em couro Brooks do Nuno, que nunca conseguiu adaptar o traseiro ao que vinha na sua burra, a Marin Muirwoods. A mochila Ortlieb à prova de água. Os mapas da Tailândia.</p>
<p>Quanto aos presentes inesperados que tal umas salsichas de Rena? Ou uma garrafa sublime de vinho alentejano, Marquês de Borba de 2010? Ou um chouriço caseiro espanhol? Ou então um queijo parmesão? E uma garrafa celestial de vinho do Porto vintage? Nada mal para um par de ciclovagabundos que normalmente fazem dieta forçada destes luxos.</p>
<p>Mas o que nos soube mesmo bem foi matar saudades e passar dias preguiçosos, ainda que breves porque foram só quatro, a por a conversa em dia, a debater o estado do mundo e a saber das novidades, sobretudo a de que o Tiago e a Patrícia vão ser pais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a data-postid="fsg_post_274" data-imgid="278" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mabul.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-278" alt="mabul" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/mabul.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<h2>Mabul a ilha que o tempo cristalizou</h2>
<p>O encontro tinha ficado marcado em Semporna. De lá decidimos acompanhá-los até Mabul, uma ilha no mar do Bornéu, onde eles iriam fazer um curso PADI de mergulho, para depois mergulhar em Sipadan, supostamente um dos sítios mais espectaculares do mundo para fazer mergulho.</p>
<p>Mergulhar com tartarugas, tubarões e cardumes de peixe numerosos em águas quentes e cristalinas, oferecem algumas pistas do porquê. Mabul é uma ilha a cerca de meia hora da cidade estrambólica que é Semporna, aliás que são todas as cidades no Bornéu da Malásia. Mabul por seu turno é uma ilha bonita, daquelas que vêem nos postais das praias distantes. Uma almofada de areia sobre o oceano azul ponteado por palmeiras com uma povoação colorida de pescadores. Mas nem sempre é fácil desligar do facto de que esta pequena ilha também é um grande destino turístico.</p>
<p>As águas verde topázio, de outra forma irresistíveis para umas nadadelas refrescantes, estão minadas por dejectos flutuantes identificados, acabadinhos de sair das muitas sanitas com vista para o mar – se se olhar para baixo depois de puxar o autoclismo, das muitas guest houses. E se os custos que envolvem ir até à ilha não justificam a viagem ou a ida por si só, sobretudo porque está virada para turismo de mergulho com os hotéis a oferecerem pacotes com tudo incluído.</p>
<p>Uma vez lá é inevitável não reparar em como as comunidades de pescadores e sea gyspsies que ali vivem dão vida e cor àquele pedaço de areal feito ilha. Como se vivessem num universo paralelo quase alheio ao outro universo, o do turismo. Passeando no meio do labirinto que formam as suas casas sobre paliçadas é irresistível não dar espreitadelas curiosas por entre as janelas onde se vêem mães languidas a adormecer os filhotes na brisa quente do calor da tarde. Ou onde os homens jogam às cartas e as crianças brincam, esquecidas do espaço e do tempo. Os barcos que vão e que vêem.</p>
<p>Mabul é intemporal para os que são de lá, o tempo é o das estações do ano, a seca e a das chuvas, mas sempre do calor. É o tempo do mar, tranquilo e rebelde, que isola ou aproxima. É o tempo do sol que nasce e se põe. É o tempo de pescar e o tempo de estar com a família e os amigos. É o tempo lento. É o tempo como ele deveria de ser.</p>
<p>Despedidas feitas, o Tiago e o Duarte seguiram passados alguns dias rumo ao norte.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_274" data-imgid="279" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/selva.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-279" alt="selva" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/selva.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<h2>Na estrada da selva</h2>
<p>Nós continuámos , também rumo a norte mas a um ritmo consideravelmente mais lento, ao ritmo das nossas pedaladas, ao ritmo das nossas pernas.</p>
<p>O nosso primeiro acampamento foi, sem grandes surpresas, no meio de uma plantação de palmeiras, das milhares e milhares que existem por toda a ilha. Sítios estranhos. Florestas assombradas onde os fantasmas são as outras árvores que ali existiram um dia, as árvores da selva que já não é. Um silêncio apenas interrompido pelo chilrear dos pássaros e pelas gotas de chuva a cair na tenda.</p>
<p>Com o céus cinzentos e o ofuscar do dia sentia-se a dimensão da natureza alterada pelo homem, nunca totalmente desfeita de beleza, mas certamente fora de lugar e de contexto.</p>
<p>Ao analisar o mapa do Bornéu as opções de rota ciclística eram duas: seguir em direcção a Sandakan pedalando pelas principais artérias do estado de Sabah e que a ligavam à capital, Kota Kinabalu. Um redondo não, pela certeza de que as estradas estariam cheias de trânsito e de plantações de palmeiras.</p>
<p>Regressar a Tawau onde tínhamos chegado de barco vindos da Indonésia e seguir pela estrada a que chamavam a estrada da selva ou jungle road era a outra opção.</p>
<p>Sobretudo porque iria envolver pedalar cerca de 160 kms dos cerca de 500 kms em estrada de terra batida, usada sobretudo como uma estrada madeireira. Informação sobre o estado da estrada era vaga. Que se tornava impassável na época das chuvas, era o detalhe mais concreto que conseguimos averiguar.</p>
<p>De todas as formas, a possibilidade de pedalar no meio de selva, por pouca que fosse e mesmo que envolvesse empurrar as bikes pela lama era aliciante suficiente para nos fazer optar, quase sem hesitações, por esta estrada.</p>
<p>Como seria de esperar os primeiros 90 kms foram seguidos pelas plantações de palmeiras e os povoados que brotam do seu meio para servir de infra-estrutura aos milhares de trabalhadores.</p>
<p>Estávamos na época das chuvas que caiam em hora incerta mas que milagrosamente fomos driblando, ora numa pausa para o almoço num taipal de uma plantação, ora numa pausa para uma sesta nas bancadas de um campo de futebol meio abandonado, ou numa pausa para uma bebida fresca num boteco de beira de estrada.</p>
<p>Quando o alcatrão acabou, já o verde, que atapeta as selvas e que as faz parecer que estão em chamas esverdeadas, rodeava tudo salvo os céus e a estrada branca. O trânsito cingia-se a umas quantas pick-up que passavam esporadicamente.</p>
<p>A estrada era nossa, longe do trânsito, longe do barulho, longe das aldeias improvisadas, longe das plantações de palmeiras. Nós e a selva que se foi tornando mais densa.</p>
<p>Saboreamos lentamente estes quilómetros, também porque com toda a beleza do que nos rodeava esta não deixava de ser uma estrada dura de sobe e desce incessante.</p>
<p>A estrada era também a estrada de acesso à Maliau Basin, ou o Mundo Perdido de Sabah, como é conhecido. Um parque natural que é um dos últimos redutos de selva virgem, se não o último em Sabah.</p>
<p>Por causa de informação errónea que obtivemos nos fóruns da net não contávamos visitar o parque porque os custos de entrada, de guias, de alojamento estavam muito acima das nossas possibilidades. Para grande surpresa nossa, quando por curiosidade fomos pedir informação já na entrada do parque, concluímos que a entrada não só era acessível como os serviços de guia não eram obrigatórios, podíamos também acampar por um custo nominal.</p>
<p>Ironia das ironias, já não tínhamos comida suficiente para passar os dois ou três dias necessários para poder visitar o parque em autonomia e, sem lojas por perto, perdemos uma oportunidade única.</p>
<p><a data-postid="fsg_post_274" data-imgid="280" href="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/battu_pungol.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-280" alt="battu_pungol" src="http://globonautas.net/wp-content/uploads/2013/06/battu_pungol.jpg" width="1024" height="683" /></a></p>
<h2>Final da estrada da selva, regresso à civilização</h2>
<p>Já sem mantimentos vimo-nos obrigados a rabiscar comida na casa de uma senhora que nos mostrou a sua despensa a título de mercearia improvisada, na pequena povoação de Batu Pungol. Foi pouco o que conseguimos encontrar: uns ovos, arroz, açúcar e duas cebolas. Vendo que nessa mesma aldeia havia um edifício em madeira com o nome pomposo de “resort “, decidimos averiguar se ainda servia para o fim publicitado.</p>
<p>Correram-se as casas de aldeia e finalmente encontrou-se o responsável. Era um alojamento comunitário que pelo aspecto e a contar pelas teias de aranha não era muito utilizado. As casas de banho eram a dois minutos de caminho por um sendeiro lamacento e o quarto que nos ofereceram tinha tantas caganitas de rato na colcha que decidimos ir para a sala de convívio e montar lá a tenda.</p>
<p>Pelo menos tínhamos o uso exclusivo do espaço e sendo que o dinheiro era para a comunidade não nos custou tanto trocar os nossos acampamentos gratuitos onde adormecíamos embalados pelos sons da selva e despertávamos envoltos pelo manto de nuvens matinais que preguiçosas se dissolviam lentamente com o raiar do sol, pelo desconforto de um sítio um pouco decrépito onde tínhamos que pagar.</p>
<p>Esse dia marcou também o nosso regresso à civilização, às estradas com alcatrão, ao trânsito, à falta de bermas, à paisagem depenada.</p>
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